Partido quer apresentar deputada como perseguida política e cita caso de Oswaldo Eustáquio para pressionar autoridades da Itália.
O PL (Partido Liberal) articula uma ofensiva internacional para defender a deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde a última terça-feira (29). A legenda prepara uma carta oficial a ser enviada à Procuradoria-Geral e ao Ministério da Justiça italianos, na tentativa de evitar que a parlamentar seja extraditada ao Brasil.
O documento deve apresentar Zambelli como vítima de perseguição política, questionar a celeridade do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e destacar sua votação expressiva nas últimas eleições. O partido também pretende incluir críticas às decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e estabelecer um paralelo com o caso do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio.
Em abril deste ano, a Espanha negou o pedido de extradição de Eustáquio, alegando que havia “evidente conexão e motivação política” na solicitação do governo brasileiro. A expectativa do PL é usar esse precedente para sustentar a tese de que Zambelli também está sendo alvo de um processo politicamente orientado.
A carta será entregue pessoalmente às autoridades italianas pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), que está em viagem a Portugal.
A Justiça italiana tem até 48 horas para decidir o futuro da parlamentar: Zambelli pode permanecer presa, ser libertada com medidas cautelares ou ter a extradição autorizada para cumprimento da pena no Brasil.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pela inserção de documentos falsos, crimes cometidos em 2023.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Notícias R7













