Governo corre contra o tempo para minimizar impacto das tarifas dos EUA sobre setores estratégicos da economia brasileira.
O Brasil está prestes a enfrentar um teste decisivo para proteger sua economia de um golpe que vem de fora: o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Em meio à corrida para evitar prejuízos bilionários e proteger milhares de empregos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cancelou compromissos em São Paulo nesta segunda-feira (11) para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A expectativa é que o plano de contingência seja anunciado até terça-feira (12).
A agenda de Alckmin inclui um encontro com Lula às 17h, antecedido por uma reunião prévia com a Casa Civil para fechar os últimos detalhes. Também participam das discussões nomes centrais do governo: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).
Segundo integrantes da equipe econômica, o pacote foi desenhado “sob medida” para diferentes setores e perfis de empresas, reunindo medidas de curto, médio e longo prazo. A proposta prevê desde linhas de crédito específicas até a ampliação das compras governamentais, o que permitiria que órgãos públicos absorvessem parte da produção que deixará de ser exportada.
O impacto das tarifas, que chegam a 50%, deve atingir cerca de um terço das empresas brasileiras que vendem para o mercado norte-americano. Embora 694 produtos tenham ficado de fora da medida, incluindo o suco de laranja, a celulose e os aviões da Embraer, itens relevantes como café e carne não escaparam do aumento, deixando produtores e exportadores em alerta.
A tensão é grande e a expectativa também. Para o governo, cada dia é precioso na tentativa de transformar a crise em oportunidade, mantendo o país competitivo no mercado internacional e protegendo cadeias produtivas estratégicas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













