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PoderData aponta desgaste do governo Lula: 53% desaprovam a gestão

Levantamento mostra queda acentuada na aprovação desde o início do mandato e revela diferença entre avaliação do governo e do presidente.

O termômetro da opinião pública voltou a acender um sinal de alerta no Palácio do Planalto. Em um momento marcado por cobranças crescentes e expectativas frustradas para parte da população, os números revelam um distanciamento entre o discurso oficial e a percepção dos brasileiros sobre os rumos do país.

Pesquisa do PoderData, divulgada nesta quarta-feira (28), mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovado por 53% dos entrevistados. A aprovação soma 41%, enquanto o restante não soube ou preferiu não opinar.

Queda expressiva desde o início do mandato

Os dados indicam uma perda significativa de apoio ao longo do tempo. Em janeiro de 2023, no início do atual mandato, a gestão de Lula era aprovada por 52% dos brasileiros. Agora, a queda chega a 11 pontos percentuais, evidenciando um desgaste político que se aprofundou nos últimos dois anos.

Apesar do cenário negativo, a pesquisa revela um dado curioso: o governo é melhor avaliado do que o próprio presidente. O desempenho pessoal de Lula é aprovado por 34% dos eleitores e desaprovado por 57%, números que mostram uma rejeição ainda maior à figura do chefe do Executivo.

Metodologia da pesquisa

O levantamento ouviu 2.500 pessoas por telefone entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Mesmo sendo um ano eleitoral, a pesquisa não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, já que não se trata de um levantamento de intenção de voto, mas de avaliação administrativa.

Os números ajudam a compreender o clima político atual e funcionam como um retrato do sentimento de parte expressiva da população. Mais do que percentuais, eles revelam um país atento, crítico e cada vez mais exigente. Para o governo, o desafio vai além de recuperar índices: passa por reconectar promessas, decisões e resultados à realidade de quem sente, no dia a dia, os efeitos da política.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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