Jovem de 16 anos foi mantida em cárcere privado, agredida e amarrada; crime começou com anúncio em marketplace.
O que parecia apenas mais uma negociação comum pela internet terminou em momentos de terror para uma adolescente de 16 anos. Na tarde desta segunda-feira (22), a jovem foi vítima de sequestro, cárcere privado e agressões após marcar a venda de um aparelho celular. A ação rápida da polícia foi decisiva para o resgate da vítima e para a prisão de duas suspeitas, ambas de 22 anos.
A ocorrência foi registrada no estacionamento de um supermercado localizado na Rua da Beira, no bairro Lagoa. Segundo informações apuradas, a adolescente recebeu uma ligação de um suposto interessado no celular anunciado em uma plataforma de marketplace, que propôs finalizar a negociação presencialmente no local.
Abordagem violenta e cárcere privado
Ao chegar ao estacionamento, a jovem foi surpreendida. Ela foi abordada por quatro pessoas e colocada à força dentro de um veículo. Em seguida, os criminosos a levaram para um imóvel no residencial Orgulho do Madeira.
No local, a adolescente permaneceu em cárcere privado, amarrada e submetida a agressões, em uma situação de extrema violência física e psicológica.
Ação da polícia e resgate
Assim que o crime foi comunicado, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências e conseguiram localizar o veículo utilizado no sequestro, que havia sido abandonado na mesma região. A partir daí, as buscas foram intensificadas.
Durante a ação, os policiais encontraram a adolescente presa dentro de um apartamento. Ela foi resgatada e recebeu atendimento imediato.
Prisões e investigação em andamento
No decorrer da ocorrência, duas mulheres foram presas suspeitas de participação direta no crime. Os outros envolvidos conseguiram fugir e seguem sendo procurados pelas forças de segurança.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para identificar todos os responsáveis e esclarecer a motivação do sequestro.
O episódio acende um alerta urgente sobre os riscos de negociações feitas pela internet, especialmente quando envolvem jovens. Em meio ao alívio pelo desfecho sem perdas irreparáveis, fica a reflexão: por trás de um simples anúncio online, pode se esconder uma armadilha cruel; e a prevenção, aliada à rápida resposta das autoridades, pode ser a diferença entre a tragédia e a vida preservada.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Portal de Rondônia













