Para economista, presidente brasileiro age mais como líder de governo do que de Estado, e isso compromete relações internacionais.
O comportamento adotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas relações exteriores tem prejudicado a negociação com os Estados Unidos em meio ao impasse sobre o tarifaço de 50% previsto para entrar em vigor nesta sexta-feira (1º), segundo o professor Roberto Dumas, especialista em economia chinesa do Insper.
Durante participação no programa WW, da CNN, nesta segunda-feira (28), Dumas afirmou que Lula tem agido como líder de governo; com foco político e ideológico, em vez de se posicionar como chefe de Estado, o que, na avaliação dele, compromete a interlocução com o presidente americano Donald Trump.
Para o professor, o Brasil perdeu chances importantes de construir uma ponte diplomática com os EUA. Ele citou como exemplos negativos a priorização de agendas com líderes de esquerda na América do Sul, como no Chile, e as declarações sobre desdolarização e apoio à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, atualmente presa.
“Essa conduta pode até render ganhos políticos internos no curto prazo, mas enfraquece a posição do Brasil diante de potências globais. O setor econômico opera com pragmatismo, buscando benefícios mútuos, e não com base em posicionamentos ideológicos”, afirmou Dumas.
A análise ocorre em um momento decisivo, já que faltam poucos dias para a entrada em vigor da nova alíquota de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo governo Trump. Até o momento, não houve contato direto entre os dois presidentes nem sinalização clara de abertura da Casa Branca ao diálogo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação
Reportagem: CNN/Brasil













