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Presidente do TJ assume Governo de Rondônia interinamente; entenda o motivo

Com governador, vice e presidente da ALE ausentes, desembargador Miguel Raduan Filho passa a chefiar o Executivo por cinco dias.

Em um momento raro na política estadual, Rondônia amanhece sob nova liderança; mesmo que temporária. Com a ausência simultânea das três principais autoridades do Executivo e Legislativo, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Miguel Raduan Filho, assume interinamente o comando do Governo do Estado. A mudança, embora prevista em lei, chama atenção pela singularidade e pela responsabilidade que carrega: conduzir o Executivo em um período de plena atividade administrativa, garantindo normalidade e continuidade.

A transmissão de cargo ocorre nesta segunda-feira (24) e permanecerá válida por cinco dias, enquanto governador, vice e presidente da Assembleia Legislativa cumprem compromissos fora do estado ou estão impossibilitados de exercer suas funções.

Como a sucessão chegou ao TJ

A Constituição Estadual estabelece que, na ausência do governador e do vice, quem assume o comando do Executivo é o presidente da Assembleia Legislativa. No entanto, com Alex Redano também em viagem oficial; desta vez ao Paraguai, a linha sucessória avançou uma posição, chegando ao Tribunal de Justiça.

O vice-governador Sérgio Gonçalves, que normalmente assumiria o posto, está afastado por licença médica até 30 de novembro, segundo informou sua assessoria. Com isso, abriu-se o caminho legal para que Miguel Raduan Filho seja investido temporariamente como governador de Rondônia.

Confirmação e desafios durante o período

O desembargador confirmou a transmissão em entrevista e destacou que assume a função com a responsabilidade de manter o funcionamento regular do governo. Ele deverá trabalhar em articulação com as demais secretarias e órgãos públicos para assegurar fluidez administrativa, decisões urgentes e estabilidade institucional.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o destino do governador Marcos Rocha. Já Alex Redano cumpre agenda de compromissos internacionais em Assunção, enquanto informações não confirmadas sugerem que Marcos Rocha pode estar a caminho do Chile para atividades oficiais.

Assumir o comando de um estado é sempre uma missão que exige equilíbrio, serenidade e senso de dever público. No caso de Rondônia, o episódio reforça a importância da linha sucessória, prevista justamente para garantir que o governo não pare: independentemente do cenário. Resta agora acompanhar como a curta gestão interina de Miguel Raduan Filho se desenrolará e quais decisões marcarão estes cinco dias em que o Judiciário, ainda que excepcionalmente, assume a caneta do Executivo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Gazeta de Rondônia

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