Levantamento mostra 56% decididos para presidente, enquanto 43% ainda admitem mudar de escolha.
A disputa presidencial ainda está longe de ser previsível. Embora mais da metade dos eleitores já diga ter decidido em quem votar, uma parcela expressiva da população mantém a porta aberta para mudanças, revelando um cenário eleitoral marcado por incertezas e possíveis reviravoltas nos próximos meses.
Segundo pesquisa da Genial Quaest, divulgada nesta terça-feira (17), 56% dos entrevistados afirmam que suas escolhas para presidente são definitivas. Por outro lado, 43% dizem que ainda podem mudar de opinião, enquanto 1% não soube ou preferiu não responder.

Candidatos com bases mais consolidadas
O levantamento mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera entre os eleitores mais convictos: 67% dos seus apoiadores afirmam que não pretendem mudar o voto. Outros 31% ainda admitem reconsiderar a escolha.
Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro, com 63% de eleitores decididos e 36% que dizem poder mudar de posição.
Já o coordenador do MBL, Renan Santos, apresenta 59% de eleitores convictos, enquanto 41% ainda estão abertos a mudanças.
Eleitorado mais volátil
Entre outros nomes, o cenário é de maior instabilidade. O governador do Paraná, Ratinho Junior, tem 56% dos seus eleitores dizendo que podem mudar de ideia, contra 41% que afirmam já ter decidido.
Situação semelhante aparece com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que registra 67% de eleitores ainda indecisos e apenas 33% com voto consolidado.
O ex-ministro Aldo Rebelo tem o cenário mais instável: 74% dos seus apoiadores dizem que podem mudar de escolha, enquanto apenas 26% se dizem decididos.
Indecisos e votos em aberto
O levantamento também mostra que o grupo dos indecisos segue altamente volátil: 79% afirmam que ainda podem mudar de posição. Entre os que pensam em votar em branco, nulo ou não comparecer, 60% também admitem rever a decisão.
Os dados reforçam que, apesar de uma aparente consolidação inicial, o eleitorado brasileiro ainda está em movimento e sensível a mudanças de cenário, discursos e acontecimentos ao longo da campanha.
Realizada entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 eleitores em entrevistas presenciais, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral, ela oferece um retrato do momento, mas deixa claro que a eleição ainda está em aberto.
No fim, mais do que números, o levantamento revela um sentimento coletivo: o eleitor quer decidir, mas ainda observa, avalia e, sobretudo, espera. Em um país marcado por mudanças rápidas e debates intensos, cada voto carrega não só uma escolha, mas também dúvidas, expectativas e a esperança de um futuro que ainda está sendo desenhado.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/TSE











