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“Quero sentir a terra brasileira e comer pão de queijo”, diz Lucas Pinheiro após ouro histórico

Campeão olímpico no slalom gigante em Milão-Cortina 2026 planeja voltar ao Brasil para celebrar com a família e a torcida.

Há vitórias que entram para o quadro de medalhas. Outras entram para a história e para o coração de um país inteiro. Depois de conquistar o ouro no slalom gigante em Milão-Cortina 2026, Lucas Pinheiro Braathen já sabe qual será seu próximo destino: casa. E, mais do que isso, o Brasil.

Encerrada oficialmente sua participação nos Jogos, o atleta falou sobre o desejo de reencontrar a família, o time e, principalmente, de voltar a pisar em solo brasileiro. No topo do pódio, ele carregou não apenas uma medalha inédita, mas a emoção de representar um país que raramente figura entre as potências do esqui alpino.

Um ouro com sabor brasileiro

Entre abraços e planos para o futuro, Lucas revelou um desejo simples e simbólico: comer pão de queijo. A fala arrancou sorrisos e reforçou a conexão afetiva que ele faz questão de manter com suas raízes.

“Agora os Jogos Olímpicos oficialmente terminaram. Vou voltar para casa, dar um abraço na minha família, no meu time e aí vamos falar sobre o que vai acontecer daqui para frente para eu finalmente poder voltar ao Brasil, sentir a terra brasileira no meu pé, comer pão de queijo”, disse.

Ele também destacou a importância das pessoas que estiveram ao seu lado ao longo da trajetória, citando a namorada, a atriz Isadora Cruz, e todos que contribuíram para que o sonho olímpico se tornasse realidade.

A força da torcida verde e amarela

Ao falar sobre a conquista, Lucas fez questão de ressaltar a energia que sentiu vindo do Brasil. Segundo ele, a luz e a alegria do povo brasileiro foram combustível nos momentos decisivos da competição.

“É muita emoção, muito orgulho, felicidade, alegria e amor. E, ultimamente, é muita luz. Essa luz que existe no povo brasileiro, que eu senti dentro do meu coração, foi que me trouxe força, proteção, velocidade e me permitiu trazer esse ouro para o Brasil”, afirmou.

Em um esporte tradicionalmente dominado por países europeus, a medalha de Lucas representa mais do que um feito individual. Ela amplia horizontes, inspira novos atletas e mostra que o Brasil pode sonhar também nas pistas geladas. E talvez seja justamente isso que torna tudo ainda mais bonito: no frio intenso da montanha, foi o calor brasileiro que o impulsionou até o lugar mais alto do pódio.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Getty Images

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