Weverton Rocha afirma que o AGU cumpre todos os requisitos para assumir vaga na Corte e tenta acalmar clima político no Senado.
A disputa pela vaga no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (27), com uma sinalização considerada decisiva. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Jorge Messias, afirmou que apresentará parecer favorável ao nome do advogado-geral da União. Para ele, Messias reúne tudo o que a Constituição exige: notório saber jurídico e reputação ilibada.
Weverton, que conduz o processo na Comissão de Constituição e Justiça, reforçou à CNN Brasil que enxerga equilíbrio técnico na escolha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sabatina no colegiado está marcada para o dia 10 de dezembro, etapa que antecede a votação no plenário.
Resistência política e articulações pelo voto
Mesmo com a sinalização positiva do relator, a indicação não tem caminho livre. Messias enfrenta resistência direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que preferia ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) indicado ao posto.
Apesar das pressões, Lula decidiu sustentar seu nome até o fim; movimento que elevou a temperatura política no Congresso.
Nos bastidores, aliados avaliam que o governo ainda não tem conforto na contagem de votos. Estimativas apontam que os contrários podem chegar a 60, enquanto Messias precisa de ao menos 41 apoios para ser aprovado pelo plenário.
Sabatina como momento-chave
A expectativa é de que a sabatina seja decisiva para virar votos e reduzir resistências. Questionado sobre o clima e a possibilidade de avanço na articulação, Weverton foi direto: “Estamos trabalhando!”.
Entre tensões e definições
A indicação de um ministro do Supremo nunca é um ato isolado; mexe com interesses, disputas internas e leituras de futuro no tabuleiro político. A aposta de Lula em Messias revela não apenas confiança pessoal, mas também o desejo de consolidar um perfil jurídico alinhado ao governo em uma das instituições mais importantes do país.
Resta saber se, até o dia da votação, o diálogo político será suficiente para transformar resistência em consenso.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN Brasil













