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Rondônia recebe medicamento inovador para tratamento do câncer de mama pelo SUS

Estado receberá 52 unidades do Trastuzumabe Entansina, nova terapia capaz de reduzir em até 50% a mortalidade de pacientes com câncer de mama HER2-positivo.

Rondônia vai receber 52 unidades do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração recém-incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A entrega está prevista para esta sexta-feira (24) e faz parte do primeiro lote distribuído pelo Ministério da Saúde neste mês de outubro: período dedicado à campanha Outubro Rosa.

Primeira remessa chega ao país

O lote inicial, com 11.978 unidades do medicamento (6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg), chegou ao país no último dia 13, pelo aeroporto de Guarulhos (SP). A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia ficará responsável pela dispensação do medicamento conforme os protocolos clínicos em vigor.

Ao todo, estão previstos quatro lotes até junho de 2026, o que garantirá o atendimento de 100% da demanda atual do SUS, beneficiando mais de 1,1 mil pacientes já em 2025. O investimento total é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola, com economia de cerca de R$ 165 milhões em relação ao preço de mercado.

“O Trastuzumabe Entansina representa um avanço gigantesco para a oncologia nacional. Essa medicação pode reduzir em até 50% a mortalidade de pacientes com câncer de mama HER2-positivo. É uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro”, afirmou José Barreto, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde.

Avanço no tratamento do câncer de mama

O medicamento é indicado principalmente para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III. A nova terapia amplia as opções de tratamento disponíveis no SUS e oferece melhores perspectivas de controle da doença e qualidade de vida.

Além disso, o Ministério da Saúde planeja ampliar a oferta dos inibidores de ciclinas:  abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe, usados no tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2-negativo.

Ampliação da mamografia no SUS

Outra novidade é a ampliação da faixa etária da mamografia no SUS, agora disponível para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas da doença. A medida fortalece o diagnóstico precoce e o acesso à assistência, especialmente para aquelas que antes enfrentavam barreiras no sistema público.

Em 2024, as mamografias realizadas em mulheres com menos de 50 anos já corresponderam a 30% do total, ultrapassando 1 milhão de exames.

Atendimento móvel para mulheres

Neste mês, também começaram a circular as 28 carretas do programa Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento em regiões com menor cobertura médica em 20 estados. A iniciativa tem foco na saúde da mulher e na prevenção do câncer de mama e de colo do útero, levando exames e orientações diretamente às comunidades.

Essas ações marcam um novo momento na política pública de atenção à saúde feminina, unindo tecnologia, descentralização e prevenção para salvar vidas em todo o país.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Governo Federal

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