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Saiba o que acontece com quem tinha mais de R$ 250 mil aplicados no Banco Master

Créditos que excedem a garantia do FGC entram em fase de liquidação e só serão pagos após apuração e venda de ativos da instituição.

A notícia da liquidação do Banco Master deixou muitos investidores apreensivos; especialmente aqueles que tinham mais de R$ 250 mil investidos. Se você está nesse grupo, pode estar se perguntando: “Será que vou receber tudo de volta?” Infelizmente, a resposta não é simples. Parte do seu dinheiro está coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até certo limite, mas o que ultrapassa esse teto vai depender do resultado do processo de liquidação do banco.

Até onde vai a garantia do FGC

O FGC protege depósitos e investimentos em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Isso vale para o somatório de saldos e aplicações cobertas pelo mecanismo. Se sua conta for conjunta, esse valor é dividido entre os titulares.
Além disso, se você tiver recursos em várias instituições que formam o mesmo conglomerado financeiro, o limite vale para o conjunto delas; não para cada empresa individual.
Existe também uma regra adicional: a cada quatro anos, um cliente só pode ser ressarcido por até R$ 1 milhão via FGC, considerando instituições diferentes, se não forem parte do mesmo conglomerado.

E o que acontece com o que ultrapassa R$ 250 mil?

A parte que excede os R$ 250 mil garantidos não é automaticamente ressarcida pelo FGC. Esse valor entra na chamada “massa de credores” da liquidação do Banco Master, ou seja, você passa a ser credor de uma instituição que está sendo liquidada.
Esses créditos serão pagos somente se houver recursos suficientes, depois que todos os ativos do banco forem vendidos pelo liquidante. Segundo a lei, se o dinheiro não for suficiente para atender a todos os credores, será feito um rateio entre eles, respeitando a ordem de prioridade definida na Lei de Falências; logo não há garantia de que você receberá 100% do que investiu além do limite de garantia.

Quando e como poderá haver pagamento

De acordo com o presidente do FGC, Daniel Lima, os reembolsos garantidos pelo Fundo devem começar ainda em 2025. Depois que o liquidante consolidar a lista de credores, em cerca de 30 a 40 dias úteis (com base em experiências anteriores), o FGC inicia os pagamentos: em até dois dias úteis após receber a relação.
Os clientes já podem fazer um cadastro básico no aplicativo ou no site do FGC, e futuramente poderão formalizar o pedido de resgate.


No momento do resgate, pessoas físicas assinam digitalmente um termo de solicitação; já empresas recebem o documento por e-mail, após análise documental.

Um momento de incerteza, mas também de esperança

Ter mais de R$ 250 mil aplicados no Banco Master certamente gera angústia. Mas não significa que tudo está perdido: parte dos recursos está garantida pelo FGC, e o restante entra em uma fase de apuração que pode gerar ressarcimento, ainda que parcial, dependendo do montante arrecadado com a liquidação.


Esse processo exige paciência, transparência e acompanhamento; seja por meio de assessoria jurídica, seja por meio do próprio aplicativo do FGC. E, enquanto o liquidante trabalha para vender os ativos do banco, os investidores devem manter viva a expectativa da recuperação, consciente de que a reconstrução pode levar tempo, mas que existe um caminho para parte da devolução dos valores.

Se você estiver nessa situação, vale acompanhar de perto as comunicações oficiais do FGC, fazer seu cadastro e se preparar para acompanhar a evolução desse processo que pode definir seu futuro financeiro.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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