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Senadores buscam acesso a dados sigilosos do caso Master

Grupo de trabalho será instalado na Comissão de Assuntos Econômicos e pretende avançar sobre documentos protegidos por sigilo no STF.

A movimentação nos bastidores do Senado em torno do caso Master ganhou novo fôlego e promete esquentar o debate político nas próximas semanas. Senadores articulam o acesso a informações sigilosas de um processo que tramita no STF, em um esforço para ampliar a fiscalização e compreender os desdobramentos de um caso que desperta atenção dentro e fora do Congresso.

O tema será acompanhado por um grupo de trabalho que atuará no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A instalação está prevista para o dia 4 de fevereiro, logo após o fim do recesso legislativo, marcando o início formal das atividades voltadas à análise do caso.

Atuação da CAE e acesso às informações

À frente da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) avalia que não é necessário aguardar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para avançar. Segundo ele, com a aprovação do plenário do Senado, mesmo que por maioria simples ou votação simbólica, a CAE pode solicitar dados diretamente ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oposição afirma já ter número suficiente de assinaturas para a criação de uma CPI, mas Renan sustenta que as iniciativas não se anulam. “A CPI não conflita com a CAE. Vamos acompanhar a investigação, requisitar informações e sugerir encaminhamentos. O que for da competência da CAE será feito independentemente da CPI”, disse à CNN.

Plano de trabalho e convocações

Nos bastidores, Renan tem conversado com outros parlamentares sobre o plano de trabalho e os requerimentos que podem resultar na convocação de autoridades e de pessoas investigadas. A ideia é estruturar uma atuação que permita ao Senado acompanhar de perto o andamento do caso e propor medidas a partir das informações obtidas.

Atualmente, o grupo de trabalho é formado por Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Em meio à disputa política e institucional, o caso Master se consolida como mais um teste para o papel fiscalizador do Senado. Entre a pressão por transparência e os limites impostos pelo sigilo judicial, o desafio será transformar acesso à informação em respostas concretas para a sociedade, que acompanha com expectativa os próximos passos dessa investigação.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Banco Master

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