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Sóstenes reforça pressão por votação da anistia na Câmara

Líder do PL rejeita proposta alternativa do Senado e quer texto “amplo e irrestrito” antes do fim do julgamento de Bolsonaro no STF.

O debate sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (4). O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), deixou claro que rejeita o texto alternativo negociado pelo Senado e defende que a proposta da Câmara seja pautada imediatamente, sem alterações.

Atribuição de Alcolumbre

Em entrevista no Senado, Sóstenes afirmou que cabe ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apenas pautar o projeto, e não discutir ou alterar o texto enviado pela Câmara. “Quando nós votarmos na Câmara, o texto virá para cá. É papel do Senado discutir, se houver alterações, volta para a Casa originária, que é a Câmara”, declarou.

O parlamentar ainda reforçou que o compromisso que esperam de Alcolumbre é de apenas colocar a proposta na pauta, conforme acordado com líderes do PL, como Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho.

Pressão por votação imediata

Sóstenes revelou que deve conversar ainda nesta quinta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pressionar pela votação do projeto já na próxima semana, antes do encerramento do julgamento de Bolsonaro no STF. “O que vemos de sinalização é para pautar na semana pós-encerramento do julgamento, mas vamos insistir para que seja na semana que vem”, afirmou.

O PL defende uma anistia “ampla, geral e irrestrita” e reforça que não aceitará um texto paralelo que não inclua o perdão ao ex-presidente. “A partir do momento em que há trânsito em julgado do presidente Bolsonaro, não existe texto alternativo. Os crimes são comuns a todos os réus”, disse.

Intensificação das articulações

Desde o início do julgamento de Bolsonaro e outros sete réus do “núcleo 1”, que investiga um plano de golpe, as movimentações políticas em torno da anistia se intensificaram. Na quarta-feira (3), Hugo Motta debateu o tema com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente. No entanto, o presidente da Câmara negou nesta quinta que haja qualquer definição sobre o assunto.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Brasil 247

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