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STF investiga suspeita de vazamento seletivo no caso Banco Master

Ministros foram alertados sobre possível uso de equipamentos clandestinos em sala restrita da CPMI.

O Supremo Tribunal Federal passou a apurar a suspeita de vazamento seletivo de informações relacionadas ao caso do Banco Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A preocupação central é que dados da vida íntima do investigado tenham sido expostos com o objetivo de interferir no andamento das investigações.

A Corte foi alertada sobre possíveis tentativas de acesso irregular à chamada “sala-cofre” da CPMI, onde estão armazenados materiais sensíveis do inquérito. Segundo as informações, há suspeitas de uso de dispositivos ocultos de gravação, como canetas, óculos com câmera e equipamentos escondidos no corpo.

Acesso restrito e suspeitas

As desconfianças recaem sobre parlamentares e assessores que tiveram acesso ao local desde a última sexta-feira (13), quando o espaço foi liberado para membros da comissão. O ambiente possui regras rígidas: entrada controlada, uso de detectores de metais, proibição de aparelhos eletrônicos e registro detalhado de cada acesso.

Mesmo com essas restrições, surgiram indícios de que conteúdos sensíveis, incluindo materiais íntimos, teriam sido acessados e possivelmente extraídos de forma indevida.

Medidas do relator

Diante da gravidade da situação, o ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a suspensão do acesso ao material e ordenou que a Polícia Federal recolha todos os dispositivos onde os dados estão armazenados.

A medida também inclui a separação de conteúdos que dizem respeito à vida privada, evitando que esse tipo de informação continue circulando ou seja utilizado fora do escopo da investigação.

Lista de acessos e próximos passos

A CPMI mantém o registro de todas as pessoas que passaram pela sala-cofre, o que pode ajudar a identificar eventuais responsabilidades. Novas providências não estão descartadas pelo Supremo.

Entre os parlamentares que estiveram no local nos últimos dias estão Damares Alves, Sergio Moro e Paulo Pimenta, além de outros nomes da comissão.

Nos bastidores, a avaliação é de que, se confirmadas, as irregularidades podem abrir uma nova frente de crise institucional, envolvendo não apenas o caso Master, mas também a segurança de informações sigilosas no Congresso e no Judiciário.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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