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Tarcísio adia decisão sobre candidatura à Presidência para fevereiro de 2026

Governador de São Paulo diz a líderes do Centrão que ainda avalia se disputará o Planalto ou a reeleição no estado.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu mais tempo antes de bater o martelo sobre seu futuro político. Em conversa recente com lideranças do Centrão, o ex-ministro avisou que só decidirá se disputará a Presidência da República ou buscará a reeleição ao governo paulista em fevereiro de 2026: dois meses antes do prazo final para deixar o cargo, caso opte por concorrer ao Planalto.

Centrão cobra definição antecipada

Segundo interlocutores, a decisão foi comunicada há cerca de duas semanas a caciques de partidos do bloco, como Ciro Nogueira (PP), Antonio Rueda (União Brasil), Marcos Pereira (Republicanos), Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD). Inicialmente, Tarcísio avaliava anunciar sua escolha em dezembro, mas recuou para observar melhor o cenário político e econômico nos próximos meses.

A postura do governador é acompanhada com atenção por aliados e possíveis apoiadores, que cobram uma definição antecipada para organizar alianças e estratégias eleitorais.

Popularidade de Lula será fator decisivo

A decisão de Tarcísio, segundo lideranças da centro-direita, dependerá diretamente do desempenho do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisas recentes, como a AtlasIntel/Bloomberg divulgada na última sexta-feira (24), mostram Lula com 51,2% de aprovação e 48,1% de desaprovação: números que deixam o cenário eleitoral ainda indefinido.

Interlocutores do presidente também reconhecem que a força de Lula nas pesquisas pode influenciar o cálculo político de Tarcísio. O próprio petista já teria confidenciado a ministros que vê o governador paulista como um dos possíveis adversários nas urnas de 2026.

Entre o Planalto e os Bandeirantes

Apesar da pressão, aliados próximos avaliam que Tarcísio tende a buscar a reeleição em São Paulo, considerado um caminho mais seguro politicamente. Essa escolha, no entanto, depende também de uma conversa direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda não sinalizou se pretende disputar novamente o Planalto ou indicar um sucessor.

Outro nome que também tem demonstrado hesitação é o do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), apontado como alternativa dentro do grupo de centro-direita. Nos bastidores, ele tem se mostrado cético quanto à corrida presidencial, reforçando o clima de indefinição que domina o tabuleiro político.

Entre cálculos, sondagens e alianças por vir, Tarcísio de Freitas parece adiar não apenas uma decisão eleitoral, mas um passo que pode redefinir o rumo da política brasileira em 2026; um movimento que, por ora, segue guardado até fevereiro.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Veja – Abril

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