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Tarcísio pede prisão domiciliar para Bolsonaro e diz que visitará o ex-presidente

Governador afirma que Bolsonaro sofre consequências da facada de 2018 e questiona tratamento dado pelo Judiciário.

Em meio ao clima político tenso que domina Brasília e São Paulo desde a prisão de Jair Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez um apelo público que reforça a carga emocional do momento. Durante um evento na capital paulista, nesta quarta-feira (26), ele afirmou que pretende visitar o ex-presidente e defendeu que Bolsonaro possa cumprir a pena em prisão domiciliar, alegando motivos de saúde.

Segundo Tarcísio, o vínculo construído ao longo dos anos dentro das Forças Armadas e fortalecido durante a gestão Bolsonaro, pesa na sua decisão. “Passei 17 anos da minha vida nas Forças Armadas, e no Exército você aprende a cuidar da tropa. Tenho um laço com o presidente Bolsonaro que não prescreve”, declarou, ao comentar as conversas frequentes que mantém com os filhos do ex-presidente.

Apelo por tratamento semelhante ao de outros ex-presidentes


O governador disse estar preocupado com o estado de saúde de Bolsonaro, citando episódios de vômitos e soluços que, segundo ele, seriam reflexos do atentado sofrido pelo então candidato em 2018. “Pretendo visitá-lo, até para transmitir uma boa palavra. Estou vendo uma pessoa que está sofrendo as consequências de um atentado. Outros presidentes tiveram a prisão domiciliar e ele não pode ter?”, questionou.

A fala remete diretamente ao caso de Fernando Collor de Mello, transferido para o regime domiciliar em maio deste ano, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que acolheu pedido da defesa do ex-presidente de 76 anos por motivos de saúde.

Bolsonaro começa a cumprir pena após trânsito em julgado


O Supremo Tribunal Federal confirmou, na terça-feira (25), o trânsito em julgado da ação que condenou Bolsonaro e outros integrantes do chamado núcleo 1 pela tentativa de golpe de Estado. Com isso, o ex-presidente, preso preventivamente desde sábado (22), passou a cumprir efetivamente a pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, estabelecida em regime fechado.

A declaração de Tarcísio acrescenta um novo elemento a um cenário já carregado de disputas, tensões jurídicas e emoções políticas. Em meio ao futuro incerto e às tensões carregadas que domina o debate público, o país observa mais um capítulo dessa história que ainda promete desdobramentos e que segue dividindo opiniões, expectativas e sentimentos em todo o Brasil.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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