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Toffoli nega saída do STF e diz que seguirá à frente do caso Banco Master

Ministro afirma a interlocutores que não cogita renúncia nem aposentadoria e descarta se afastar da relatoria, apesar das críticas recentes.

Em meio ao ruído político e às pressões que se intensificaram nos bastidores de Brasília, o ministro Dias Toffoli decidiu estancar os rumores. A pessoas próximas, ele afirmou de forma categórica que não pretende deixar o Supremo Tribunal Federal, nem agora, nem tão cedo. A declaração surge em um momento sensível, marcado por críticas às suas decisões no caso Banco Master e por especulações que colocaram sua permanência na Corte em xeque.

A apuração é do analista de Política Teo Cury, ao Live CNN. Segundo ele, Toffoli descarta qualquer hipótese de renúncia ou aposentadoria, contrariando informações publicadas recentemente que apontavam uma suposta defesa, por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o ministro deixasse o tribunal.

Rumores e reação nos bastidores

Os comentários sobre uma possível saída ganharam força após reportagem da Folha de S.Paulo, mas foram rechaçados pelo próprio Toffoli em conversas reservadas. A aliados, o ministro afirmou que a ideia está completamente fora de cogitação e que segue exercendo suas funções com tranquilidade.

Relatoria do caso Banco Master

Relator do caso Banco Master desde dezembro de 2025, Toffoli também não pretende abrir mão da condução da investigação. Ele descarta, ao menos por ora, se declarar suspeito ou impedido, mesmo diante do aumento das críticas direcionadas às suas decisões no processo.

Pela primeira vez desde que assumiu a relatoria, o ministro se manifestou publicamente sobre o tema em uma nota divulgada recentemente, na qual respondeu às críticas e buscou esclarecer os próximos passos da apuração.

Possível envio à primeira instância

No comunicado, Toffoli afirmou que avalia a possibilidade de devolver a investigação à Justiça Federal em Brasília, onde o caso tramitava antes de chegar ao STF. Essa transferência, no entanto, só seria analisada após a conclusão das investigações pela Polícia Federal, a apresentação do relatório final com eventuais indiciamentos e a manifestação da Procuradoria-Geral da República.

O processo foi remetido ao Supremo após a menção ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que não é investigado. Com a decisão de manter o caso na Corte até o encerramento das apurações, o STF segue como palco central das decisões que envolvem o banco e seus desdobramentos.

Em um ambiente onde cada gesto é lido politicamente e cada decisão ecoa além dos autos, Toffoli sinaliza que não pretende recuar. Ao permanecer no STF e à frente do caso, o ministro deixa claro que, apesar das críticas e da pressão externa, seguirá sustentando suas decisões dentro da Corte. O embate, ao que tudo indica, ainda está longe do capítulo final.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Revista Oeste

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