Alerta se estende do Japão à América do Sul, com evacuações em massa e suspensão de serviços; tremor foi o mais forte em décadas, segundo autoridades russas.
Um terremoto de magnitude 8,6 sacudiu a costa leste da Rússia nesta terça-feira (29), provocando ondas de tsunami que atingiram regiões da Península de Kamchatka e do norte do Japão. O impacto sísmico mobilizou autoridades de vários países do Círculo de Fogo do Pacífico, levando à emissão de alertas de emergência, retirada de moradores e suspensão de serviços em massa.
O governador regional russo classificou o tremor como o “mais forte em décadas”. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi registrado a cerca de 136 km da costa. As ondas do tsunami chegaram a 3 a 4 metros em Kamchatka e atingiram também a ilha japonesa de Hokkaido, onde sirenes soaram e moradores buscaram abrigo às pressas.
No Japão, mais de 1,9 milhão de pessoas foram orientadas a deixar suas casas em 21 prefeituras, incluindo Kanagawa, Wakayama e Hokkaido. O aeroporto de Sendai teve operações suspensas, e balsas foram canceladas. O governo japonês segue monitorando a evolução do mar ao longo do dia, com possibilidade de novas variações nas ondas.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump confirmou alertas de tsunami para Havaí, Alasca e toda a Costa Oeste, com evacuações em andamento em áreas de risco. As primeiras ondas já atingiram o Alasca, e a previsão inclui a chegada à Califórnia e outros estados nas próximas horas.
A Rússia decretou estado de emergência em áreas como Severo-Kurilsk, onde embarcações e contêineres foram arrastados. Cerca de 300 pessoas foram retiradas do porto. Imagens locais mostram estruturas danificadas, incluindo um jardim de infância.
O alerta se estende a vários países da Ásia e América Latina. As Filipinas e a Indonésia ativaram protocolos preventivos, e ondas de até 1 metro são esperadas. No Chile, foi declarado risco de tsunami em todo o litoral; Peru e Equador acompanham o avanço das ondas, com previsão de impacto nas Ilhas Galápagos. México, Panamá e América Central também estão em alerta.
Especialistas russos alertaram para a possibilidade de fortes réplicas sísmicas, com magnitudes de até 7,5, ao longo do próximo mês. O evento reafirma a fragilidade das regiões costeiras diante da intensa atividade sísmica do Círculo de Fogo do Pacífico.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Jovem Pan
Reportagem: CNN/Brasil













