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Vice-secretário dos EUA chama prisão domiciliar de Bolsonaro de “ditadura judicial”

Christopher Landau disse que ex-presidente foi punido por criticar Alexandre de Moraes e fez alerta sobre riscos à democracia brasileira.

A decisão que colocou Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar nesta semana repercutiu além das fronteiras brasileiras e gerou forte crítica de uma autoridade americana. Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, usou a rede social X para acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conduzir o Brasil rumo a uma “ditadura judicial”.

“Os impulsos orwellianos desenfreados do ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial. Seu suposto crime? Aparentemente, criticar o Ministro Moraes, o que o Ministro agora convenientemente caracteriza como uma ‘obstrução da justiça’”, escreveu Landau, em tom de reprovação.

A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada na segunda-feira (4), após Moraes alegar que o ex-presidente descumpriu reiteradamente medidas cautelares impostas pelo STF. Pela decisão, ele não pode receber visitas, salvo de advogados, nem utilizar celular: seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

O episódio que desencadeou a decisão ocorreu no último domingo (3), quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma chamada de vídeo com o pai durante uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, transmitindo sua imagem aos apoiadores. Moraes interpretou o ato como descumprimento das restrições.

Além da prisão domiciliar, Bolsonaro segue proibido de se aproximar de embaixadas, manter contato com autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais. As medidas, segundo o ministro, buscam evitar interferências em investigações sobre tentativas de desestabilização institucional.

A fala de Landau adiciona uma nova camada de tensão à já delicada crise política, expondo a repercussão internacional da decisão e acendendo debates sobre liberdade de expressão, soberania judicial e os limites das punições a um ex-chefe de Estado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto:Divulgação

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