Encontro entre presidentes pode ocorrer apenas após acordo entre Brasil e Estados Unidos; Planalto mantém convite para Trump vir ao país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou a aliados que uma nova reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dependerá do avanço das negociações sobre tarifas impostas a produtos brasileiros. Uma alternativa em estudo é uma visita de Lula aos EUA ainda em dezembro, enquanto o convite para Trump visitar o Brasil permanece de pé.
O Planalto estuda enviar ministros ou representantes dos ministérios da Indústria, Comércio, Fazenda e Relações Exteriores para retomar as negociações nos EUA já na próxima semana, aproveitando o saldo positivo do encontro entre os dois líderes na Malásia, no último domingo (26).
Agenda e negociações
Interlocutores de Lula destacam que o presidente terá uma agenda intensa no mês de dezembro, com reuniões internacionais e compromissos relacionados à ONU. Por isso, a definição das datas ainda depende do avanço nas conversas comerciais e políticas entre os países.
Fontes próximas afirmam que Trump demonstrou interesse em temas como exploração de metais raros, regulação de plataformas digitais e uso do Pix, além das tarifas. O presidente brasileiro, por sua vez, relatou a Trump detalhes da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua trajetória de volta ao poder, esclarecendo que o republicano não tinha pleno conhecimento do caso, apesar de afirmar admiração por Bolsonaro.
Próximos passos
O governo brasileiro aguarda definir um cronograma claro para destravar as negociações sobre o chamado “tarifaço”. Somente após esse avanço, Lula e Trump poderão se reunir formalmente novamente. A expectativa é que os diálogos resultem em acordos concretos para reduzir tensões comerciais e abrir espaço para uma cooperação mais ampla entre os dois países.
A visita, seja de Lula aos Estados Unidos ou de Trump ao Brasil, deve simbolizar não apenas um ajuste comercial, mas também um esforço diplomático para fortalecer relações bilaterais em um cenário global marcado por disputas econômicas e políticas estratégicas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN Brasil













