Filho afirma que ex-presidente está “devastado psicologicamente” e comendo pouco na PF.
Carlos Bolsonaro (PL) esteve na Superintendência da Polícia Federal em Brasília nesta terça-feira (25) para visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão preventiva desde o sábado (22). Após um encontro de cerca de 30 minutos, o vereador deixou declarações fortes sobre o estado físico e mental de seu pai.
Carlos fala sobre estado emocional de Bolsonaro
Segundo Carlos, o ex-presidente está “extremamente sensível” e “devastado psicologicamente” após os acontecimentos que levaram à sua detenção. Ele disse não ter visto uma visita tão abruptamente cronometrada e lamentou o limite de tempo permitido para o encontro: “Nunca vi visita cronometrada. 30 minutos com meu pai”, afirmou.
Para o filho, o desgaste emocional de Jair Bolsonaro não é acidental: ele acredita que esse processo tem sido “propositadamente desgastado há muito tempo” por meio de ações que considera “covardes”.
Preocupação com a saúde física
Além da fragilidade emocional, Carlos revelou outro ponto preocupante: a alimentação do pai. Conforme relatado, Jair Bolsonaro estaria comendo pouco desde que foi preso, algo que o próprio Carlos relaciona ao impacto emocional do momento.
Carlos reforça que o papel da família, especialmente dele, é “dar força” ao pai para que ele “resista” mesmo diante das dificuldades.
Alerta sobre condições de visita
O vereador também criticou o caráter limitado das visitas autorizadas pelo STF. Carlos disse que o tempo de 30 minutos é insuficiente para tratar de temas mais profundos ou apenas oferecer apoio emocional adequado a Jair Bolsonaro.
Os relatos de Carlos colocam uma lente sensível sobre a prisão do ex-presidente: mais do que um processo judicial, trata-se de um momento humano, de fragilidade e dor familiar. À medida que a detenção prossegue, cresce a tensão não apenas política, mas também emocional e a figura de Jair Bolsonaro, uma vez símbolo de vigor público, mostra agora suas marcas mais íntimas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN Brasil













