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Ataque russo com drones deixa 19 feridos e destrói dezenas de prédios em Zaporizhzhia

Bombardeio provocou incêndios, deixou casas em ruínas e mobilizou grandes equipes de resgate durante a noite.

A noite voltou a ser de medo e correria em Zaporizhzhia. Em mais um ataque aéreo russo, moradores acordaram com explosões, incêndios e sirenes que cortaram o silêncio da cidade no sudeste da Ucrânia. Pelo menos 19 pessoas ficaram feridas após o bombardeio com drones, que transformou quarteirões inteiros em cenários de destruição.

Segundo o governador regional, os impactos foram imediatos e severos: prédios, ruas e carros ficaram danificados, enquanto equipes de emergência corriam contra o tempo para conter as chamas e socorrer os moradores.

Lojas destruídas e dezenas de prédios atingidos

O político Ivan Fedorov informou, por meio do Telegram, que o ataque destruiu lojas e danificou 31 prédios residenciais e 20 casas particulares. Oitava pessoas precisaram ser internadas devido à gravidade dos ferimentos.

“Uma operação de resgate está em andamento em 12 locais”, afirmou Fedorov em um vídeo, acrescentando que equipes dos Serviços Estatais de Emergência, da polícia e profissionais de saúde foram mobilizados em sua capacidade máxima para atender às ocorrências.

Ucrânia diz ter interceptado 72 drones

A Força Aérea ucraniana relatou que conseguiu derrubar 72 dos 90 drones lançados pela Rússia, além de dois mísseis balísticos disparados em diferentes pontos do país ao longo da madrugada. Ainda assim, o impacto do ataque foi devastador em Zaporizhzhia, onde parte da região permanece sob controle militar russo.

Moscou mantém ocupação em vastas áreas do território local e, segundo autoridades ucranianas, tem avançado em algumas frentes. A cidade homônima, porém, continua sob controle da Ucrânia e é alvo frequente de ofensivas.

Ocupação russa também relata danos

Do lado russo, o chefe da administração instalada em Zaporizhzhia, Yevgeny Belitsky, afirmou que tropas ucranianas atacaram infraestrutura elétrica em zonas dominadas por Moscou. Segundo ele, cerca de 40 mil clientes ficaram sem energia após o bombardeio, informação publicada também no Telegram.

Num conflito que já ultrapassou dois anos e segue ceifando vidas e destruindo cidades, cada nova madrugada de ataques reforça o peso do que está em jogo: famílias que tentam sobreviver, regiões que lutam para se reerguer e um país que vive sob a constante ameaça de novos bombardeios.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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