Comerciante havia sido solto há apenas 15 dias e foi executado na frente do próprio estabelecimento na zona Leste da capital.
A noite que parecia comum terminou em sangue, choque e silêncio na avenida Calama. Dias depois de deixar a cadeia, Húdson Magalhães da Rocha, de 33 anos, conhecido como “Betão da Borracharia”, teve a vida interrompida de forma brutal, executado com vários tiros em frente ao próprio comércio, no bairro Planalto, zona Leste de Porto Velho. A cena, marcada pela violência, deixou moradores assombrados e reacendeu o medo na região.
Segundo apurado pela polícia, Betão estava sentado em uma cadeira em frente à borracharia recém-inaugurada quando foi surpreendido pela chegada de dois homens em uma motocicleta. O criminoso que estava na garupa desceu já armado e disparou contra a cabeça e o tórax da vítima.
Execução rápida, fuga e desespero no local
Mesmo ferido, Húdson ainda tentou correr ao lado de um funcionário, mas caiu poucos metros depois. O atirador se aproximou e efetuou novos disparos, consumando a execução, antes de fugir com o comparsa em direção ao bairro Cristal da Calama.
Uma equipe do Samu foi acionada imediatamente, mas, ao chegar ao local, o médico apenas pôde constatar a morte. A cena foi isolada pela polícia, e a perícia realizou os trabalhos técnicos para auxiliar nas investigações.
Histórico criminal e prisão recente
Húdson havia sido preso no dia 14 de maio deste ano durante uma ação da Delegacia de Patrimônio. Ele era investigado e havia sido denunciado pelo Ministério Público por estelionato. Segundo as apurações, ele aplicava golpes na venda de pneus, que, conforme relatos das vítimas, não eram entregues. Após cerca de duas semanas detido, havia deixado a prisão há apenas 15 dias.
Agora, a polícia trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Se foi acerto de contas, vingança ou execução encomendada, ainda é cedo para afirmar.
O que fica, por enquanto, é a imagem de mais uma vida interrompida pela violência que insiste em marcar as noites da cidade. Um fim trágico que expõe, mais uma vez, o quanto Porto Velho ainda convive com a sombra do medo, da criminalidade e das histórias que terminam antes do amanhecer.
Confira o vídeo divulgado no site Rondoniagora:
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora













