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Pesquisa aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno e vantagem do senador no segundo

Levantamento do Instituto Gerp mostra cenário acirrado para a disputa presidencial de 2026 e indica elevada polarização entre os dois principais nomes da corrida eleitoral.

A pouco mais de alguns meses da definição oficial dos candidatos à Presidência da República, os números da corrida eleitoral começam a desenhar um cenário de forte disputa e intensa polarização. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) pelo Instituto Gerp mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno e protagonizam uma disputa apertada nas projeções para o segundo turno.

O levantamento revela que os dois políticos concentram a maior parte das intenções de voto, enquanto os demais pré-candidatos aparecem com percentuais significativamente menores, reforçando a tendência de polarização que tem marcado a política brasileira nos últimos anos.

Flávio aparece à frente em eventual segundo turno

De acordo com a pesquisa, em um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL alcançaria 44,7% das intenções de voto, enquanto o atual presidente registraria 39,1%.

Entre os entrevistados, 13,1% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 3,2% disseram não saber em quem votariam.

O levantamento também simulou outros cenários de segundo turno. Em uma disputa contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula venceria com 39,2% contra 34,5%. Já diante do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente apareceria com 38,9%, enquanto o adversário somaria 33,8%.

Primeiro turno mostra disputa voto a voto

Na pesquisa estimulada para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 35% das intenções de voto, enquanto Lula registra 34%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

Na sequência surge Renan Santos, da Missão, com 4%. Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Joaquim Barbosa aparecem com 2% cada. O escritor Augusto Cury registra 1%.

O levantamento mostra ainda que 12% dos entrevistados permanecem indecisos e outros 7% afirmam que não votariam em nenhum dos nomes apresentados.

Rejeição continua elevada

O estudo também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos.

Lula aparece como o nome mais rejeitado pelos entrevistados, com 50%. Flávio Bolsonaro surge logo atrás, com 43%.

Já Cabo Daciolo, Romeu Zema e Ronaldo Caiado registram 1% de rejeição cada, indicando que, embora sejam menos conhecidos nacionalmente em comparação aos líderes da pesquisa, também enfrentam menor resistência entre os eleitores.

Maioria diz já ter definido o voto

Outro dado que chama atenção é o grau de convicção dos eleitores. Segundo o levantamento, 77% afirmaram que já têm uma escolha totalmente definida para a eleição presidencial.

Por outro lado, 20% disseram que ainda podem mudar de opinião ao longo da campanha, enquanto 3% não souberam responder.

Os números sugerem que, apesar da antecedência do pleito, uma parcela significativa do eleitorado já possui posicionamento consolidado, o que pode tornar a disputa ainda mais intensa nos próximos meses.

Como foi realizada a pesquisa

O Instituto Gerp entrevistou 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de junho de 2026.

A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01792/2026.

Embora pesquisas eleitorais representem um retrato momentâneo da opinião pública, elas ajudam a revelar tendências, movimentos e o humor do eleitorado em determinado período. Com a campanha ainda em construção e os cenários sujeitos a mudanças, os próximos meses prometem intensificar o debate político e mostrar se os números atuais refletem uma tendência consolidada ou apenas mais um capítulo de uma disputa que ainda reserva muitos desdobramentos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Jovem Pan

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