Prefeito leva tema à Receita Federal e reforça urgência de decisão para destravar desenvolvimento regional.
O futuro do Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira voltou a ganhar força em Brasília e com ele, a esperança de abrir finalmente as portas de Porto Velho para o mundo. Em meio às idas e vindas políticas, a pauta do alfandegamento ressurge carregada de expectativa, porque representa muito mais do que burocracia: simboliza a chance de transformar o potencial estratégico da capital em oportunidade real de crescimento.

Durante agenda na capital federal, o prefeito Léo Moraes se reuniu com o secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, em busca de um posicionamento oficial do Governo Federal. A conversa reforçou um ponto que Porto Velho já repete há anos: o aeroporto tem estrutura, localização e vocação para operar internacionalmente; falta apenas a autorização que nunca saiu do papel.
Reuniões e cobranças ganham novo impulso
A visita à Receita Federal é parte de um movimento contínuo iniciado anteriormente, quando o prefeito abriu diálogo com o Ministério de Portos e Aeroportos, em encontro com o ministro Silvio Costa Filho. Na ocasião, Léo Moraes destacou a necessidade de fortalecimento institucional para que o aeroporto possa exercer, de fato, seu status internacional.
Na reunião mais recente, a comitiva apresentou o atual cenário da estrutura aeroportuária, que já conta com equipamentos, logística e mobiliário aptos para dar início às operações de fiscalização aduaneira. Mesmo assim, o terminal segue sem receber voos ou cargas internacionais.
Potencial desperdiçado
Para o prefeito, habilitar o aeroporto como ponto alfandegado é um passo determinante para o desenvolvimento da região. Ele lembrou que Porto Velho está às portas dos países andinos, como Peru e Bolívia, o que a transforma em uma rota natural de escoamento para a Ásia: um caminho estratégico que permanece adormecido.
Léo Moraes ressaltou que a demanda é antiga e que o município perde competitividade e oportunidades enquanto a autorização não vem. “Nosso aeroporto é internacional, mas nunca operou internacionalmente. Não tivemos transporte de cargas nem de passageiros. Isso nos custa caro, porque estamos numa localização privilegiada e seguimos sem usufruir dela. Seguimos acompanhando de perto e cobrando. Agora, aguardamos a resposta oficial da Receita Federal ao ofício encaminhado”, afirmou.
A importância da Receita Federal no processo
A Receita Federal é quem detém a palavra final sobre alfandegamento, já que é responsável por fiscalizar a entrada e saída de mercadorias no país. O órgão é quem homologa e autoriza espaços alfandegados, etapa indispensável para qualquer aeroporto que pretenda operar rotas internacionais.
Um passo que pode reposicionar Porto Velho
Ao fim de mais uma rodada de conversas e expectativas, o sentimento que fica é o de que Porto Velho segue pronta, à espera apenas de um aval que pode reposicionar a cidade no mapa logístico e econômico do país. O alfandegamento do aeroporto não é apenas um ato administrativo: é um convite para que a capital se reencontre com seu potencial, se abra ao futuro e deixe, finalmente, de assistir oportunidades passarem sobre o seu céu sem pousar.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Secom – Prefeitura de Porto Velho













