Ação com apoio de cão farejador reforça combate ao comércio ilegal de substâncias e proteção à saúde pública.
Em meio à rotina de fiscalizações que muitas vezes passam despercebidas, um detalhe fez toda a diferença. O faro atento da cadela K-9 Brida interrompeu o que poderia ser apenas mais uma entrega comum e revelou um esquema que colocava em risco a saúde da população. Foi assim que a Polícia Civil de Rondônia apreendeu uma grande quantidade de substâncias irregulares durante a Operação Faro.
A apreensão foi realizada pelo Canil do Núcleo de Operações com Cães, vinculado ao Departamento de Narcóticos, durante patrulhamento de rotina. Após a indicação positiva do animal para uma encomenda suspeita, o órgão competente foi acionado para a verificação do material.
Substâncias sem origem comprovada
Na abertura da embalagem, os policiais encontraram produtos à base de tirzepatida 15 mg, distribuídos em sete pacotes e apresentados sob diferentes nomes comerciais. Ao todo, foram apreendidas 285 ampolas, todas sem nota fiscal ou qualquer documento que comprovasse a origem lícita da mercadoria.
A ausência de documentação levantou suspeitas imediatas sobre a procedência e a destinação do material, o que caracteriza irregularidade grave, especialmente por se tratar de substâncias que podem impactar diretamente a saúde pública.
Atuação estratégica no combate ao comércio ilegal
A ação integra o conjunto de medidas adotadas pela Polícia Civil de Rondônia para enfrentar o comércio irregular de substâncias. O uso de cães farejadores tem se mostrado uma ferramenta estratégica, ampliando a capacidade de identificação de materiais em desacordo com a legislação.
Após a constatação da irregularidade, a encomenda foi encaminhada ao Departamento de Narcóticos, onde foram adotados os procedimentos legais necessários para o aprofundamento das investigações.
Mais do que uma apreensão, a ocorrência reforça a importância da vigilância constante e do trabalho técnico das forças de segurança. Em cada operação bem-sucedida, há não apenas a retirada de produtos ilegais de circulação, mas também a preservação de vidas e a certeza de que o cuidado com a saúde coletiva segue sendo prioridade.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Assessoria PC -RO













