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Operação Quimera desarticula atuação do Comando Vermelho no Cone Sul de Rondônia

Ação integrada mobiliza mais de 220 policiais, cumpre dezenas de mandados e resulta em grandes apreensões em Vilhena e Chupinguaia.

O amanhecer da última sexta-feira (12) foi marcado por sirenes, helicópteros no ar e um forte recado do Estado contra o crime organizado. Em uma ofensiva de grandes proporções, forças de segurança deflagraram a Operação Quimera, mirando diretamente integrantes do Comando Vermelho que atuavam no Cone Sul de Rondônia. A ação expôs a complexidade e a violência da estrutura criminosa instalada na região — e a resposta veio à altura.

A operação é resultado de um trabalho integrado da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, com atuação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar, sob coordenação da Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado de Vilhena, do Comando Regional de Policiamento III e da Delegacia Regional de Polícia Civil do município.

Força-tarefa mobiliza efetivo e recursos especializados

Mais de 220 policiais civis e militares participaram da operação, com reforços de unidades especializadas de diversas regiões do estado. Também foram empregados cães farejadores e um helicóptero do Núcleo de Operações Aéreas da SESDEC, ampliando o alcance das buscas e garantindo rapidez no cumprimento das ordens judiciais.

As ações ocorreram de forma simultânea em vários endereços de Vilhena e Chupinguaia, além de alvos localizados nos estados do Rio de Janeiro e Mato Grosso, evidenciando o alcance interestadual da organização criminosa investigada.

Mandados cumpridos e prisões realizadas

Ao todo, foram executadas 65 medidas cautelares, sendo 22 mandados de prisão preventiva, 28 mandados de busca e apreensão e outras 15 medidas cautelares diversas. As ordens judiciais tiveram como foco desarticular células do Comando Vermelho envolvidas em tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro, ameaças e domínio territorial.

Durante a operação, foi registrado um óbito e diversas prisões, incluindo alvos considerados prioritários pelas forças de segurança.

Por que o nome Operação Quimera

O nome da operação faz alusão à criatura mitológica formada por partes de diferentes animais, símbolo da multiplicidade de estratégias e ramificações do crime organizado. Assim como a Quimera devastava regiões inteiras, as facções atuam de forma híbrida e adaptável, exigindo uma resposta coordenada, estratégica e simultânea do Estado.

A denominação reforça a ideia de que o combate ao crime organizado só é eficaz quando instituições atuam de forma integrada, atingindo vários pontos sensíveis ao mesmo tempo.

Apreensões em Vilhena

Em Vilhena, a operação resultou na apreensão de:

  • 16 celulares
  • 69 munições 9mm deflagradas e 61 intactas
  • 11 munições calibre .22
  • Cinco munições calibre .380
  • Duas munições deflagradas calibre .357
  • Uma pistola Taurus PT92
  • Um revólver calibre .357
  • Uma pistola Taurus T59 funcional
  • Quatro carregadores e um carregador rápido
  • Uma empunhadura sobressalente
  • Dois tabletes de pasta base de cocaína
  • Quatro porções de maconha
  • Folhas de cocaína
  • Duas balanças de precisão
  • Uma motocicleta Biz recuperada
  • R$ 577 em espécie
  • Sete prisões

Apreensões em Chupinguaia

No município de Chupinguaia, foram apreendidos:

  • 29 celulares
  • Um simulacro de arma de fogo
  • Um rifle
  • 22 munições calibre .22
  • Um tablete de pasta base de cocaína
  • Três tabletes de maconha
  • Oito porções de entorpecentes entre maconha e cocaína
  • Um notebook
  • Um cartão micro SD
  • Uma mira a laser
  • R$ 2.130 em espécie
  • Duas prisões

Compromisso permanente com a segurança

A Operação Quimera é fruto da atuação conjunta da Polícia Civil, da Polícia Militar, do Poder Judiciário e do Ministério Público, reforçando o compromisso das instituições no enfrentamento direto ao crime organizado em Rondônia.

Mais do que números e apreensões, a ação representa a tentativa de devolver à população a sensação de segurança e de enfraquecer estruturas criminosas que se espalham de forma silenciosa e violenta. Em um cenário onde o crime se reinventa, o Estado respondeu com integração, estratégia e presença, mostrando que a paz exige vigilância constante e ação firme.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Assessoria PM – RO

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