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Morre o conselheiro do Tribunal de Contas Valdivino Crispim de Souza

Trajetória marcada pelo serviço público, pela educação e pela dedicação a Rondônia deixa legado de ética e compromisso institucional.

A notícia da morte do conselheiro Valdivino Crispim de Souza, confirmada na madrugada desta segunda-feira (29), trouxe silêncio e comoção aos corredores do Tribunal de Contas de Rondônia e àqueles que acompanharam sua trajetória pública. Mais do que um cargo, Valdivino construiu uma história de compromisso com o serviço público, marcada pela seriedade, pelo conhecimento técnico e pela vocação para servir.

Ele faleceu no Hospital de Amor, e a informação foi oficialmente confirmada pelo Tribunal de Contas do Estado. Da classe de auditores, Valdivino assumiu o cargo de conselheiro em 19 de abril de 2006, após a aposentadoria compulsória do então conselheiro José Baptista de Lima, passando a integrar de forma definitiva a Corte de Contas rondoniense.

Uma vida dedicada ao trabalho e à educação

Natural de Jaraguá, em Goiás, Valdivino Crispim chegou a Rondônia em 1983. Antes de ingressar no serviço público, atuou na iniciativa privada, especialmente na área de elaboração e desenvolvimento de projetos de organização empresarial, experiência que contribuiu para sua visão técnica e administrativa.

Em 1987, prestou concurso público e foi aprovado para o cargo de técnico de controle externo do Tribunal de Contas de Rondônia. Poucos anos depois, em 1990, consolidou outra vertente importante de sua trajetória ao ser efetivado como professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Rondônia, a Unir, onde também deixou marcas de dedicação ao ensino e à formação acadêmica.

Carreira sólida no Tribunal de Contas

O vínculo com o TCE-RO se fortaleceu ainda mais em 2000, quando Valdivino Crispim foi aprovado para o cargo de auditor da Corte. Seis anos depois, alcançou o posto de conselheiro, coroando uma carreira construída passo a passo, sempre baseada no mérito, na técnica e no respeito às instituições.

Ao longo dos anos, tornou-se uma referência interna, especialmente pelo conhecimento acumulado e pela postura equilibrada diante dos desafios do controle externo.

Velório no auditório do TCE-RO

O Tribunal de Contas informou que a cerimônia fúnebre terá início a partir das 9 horas, no auditório da própria Corte, espaço onde Valdivino atuou por quase duas décadas e onde construiu parte significativa de sua história pública.

A despedida acontece em meio ao reconhecimento de colegas, servidores, alunos e amigos que viram nele mais do que um conselheiro, mas um homem que acreditava na força das instituições, da educação e do trabalho sério.

No fim, fica o legado. Um legado que não se mede apenas por cargos ocupados, mas pela integridade, pela contribuição ao fortalecimento do controle público e pela história silenciosa de quem ajudou a construir Rondônia com responsabilidade e dedicação.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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