Holding financeira entrou com pedido na Justiça de São Paulo; clube afirma que caso está sob análise do departamento jurídico.
O Palmeiras informou nesta segunda-feira (2) que está analisando, por meio de seu departamento jurídico, o pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor, empresa que fechou contrato de patrocínio com o clube em março de 2025. A manifestação ocorreu após a holding financeira formalizar o pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em nota, o clube afirmou que tomou conhecimento da situação pela imprensa e que as medidas cabíveis estão sendo avaliadas internamente.
“O Palmeiras tomou ciência na manhã desta segunda-feira (2), por meio da imprensa, do pedido de recuperação judicial realizado pelo Grupo Fictor. O caso está sob análise do Departamento Jurídico do clube para que sejam adotadas as medidas pertinentes”, informou.
O acordo firmado entre o Palmeiras e o Grupo Fictor prevê R$ 30 milhões por temporada, com duração inicial de três anos, podendo ser prorrogado para quatro. A empresa estampa a propriedade máster e as costas dos uniformes das categorias de base, além das costas dos times principais masculino e feminino. O contrato também inclui os naming rights de um torneio Sub-17 do clube, que passou a se chamar Copa Fictor.
Pedido de recuperação judicial
A Fictor Holding Financeira ingressou com pedido de recuperação judicial alegando dificuldades financeiras decorrentes de um descompasso temporário em seus fluxos operacionais. Segundo a empresa, os compromissos financeiros somam cerca de R$ 4 bilhões, com a intenção de quitação integral, sem deságio.
No documento apresentado à Justiça, o grupo atribui a crise à repercussão negativa após a tentativa de aquisição do Banco Master, em novembro de 2025, operação que não avançou após o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial da instituição comandada por Daniel Vorcaro. A empresa afirma que o episódio resultou na rescisão de contratos com prestadores de serviços.
Além do patrocínio ao Palmeiras, o Grupo Fictor atua em diferentes segmentos da economia, incluindo serviços financeiros, negociação de commodities agrícolas e operações no mercado energético.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













