Manifestação no Centro Universitário Aparício Carvalho foi marcada por velas, lágrimas e pedidos por justiça.
Na noite desta terça-feira (10), um silêncio carregado de dor tomou conta do campus do Centro Universitário Aparício Carvalho, em Porto Velho, enquanto estudantes, amigos e colegas se reuniam para prestar uma homenagem emocionada à professora Juliana Mattos, brutalmente assassinada na última sexta-feira (6). A imagem das mãos segurando velas e dos olhares que buscavam conforto uns nos outros mostrou ao mesmo tempo luto, indignação e o quanto a perda dessa educadora abalou profundamente toda a comunidade acadêmica.
A mobilização reuniu pessoas de diferentes idades, entre alunos, professores e membros da sociedade, que acompanharam a tragédia e quiseram deixar uma última mensagem de carinho à docente cuja trajetória de dedicação ficou marcada na memória de muitos.
Velas acesas, cartazes e homenagens
Durante o ato, as velas acesas ganharam simbolismo de luz e lembrança em meio à escuridão do acontecimento. Cartazes com mensagens de despedida foram exibidos enquanto o silêncio reverente foi interrompido apenas por palavras e lágrimas que ecoavam o sentimento de quem perdeu uma referência dentro e fora da sala de aula.
Vários estudantes se revezaram para lembrar o impacto positivo que Juliana teve em suas vidas, ressaltando não apenas o seu compromisso com o ensino, mas também a maneira acolhedora com que tratava cada aluno e colega. Uma das alunas, com a voz embargada, destacou que a professora sempre acreditou no potencial de cada um, deixando um legado de inspiração e dedicação.
Repercussão nacional e pedidos por justiça
O assassinato da professora gerou forte repercussão em todo o Brasil e acendeu um debate mais amplo sobre segurança nas instituições de ensino. A docente, além de educadora, atuava como escrivã da Polícia Civil, fato que intensificou ainda mais a comoção e as manifestações de indignação diante da violência vivida dentro de um ambiente que deveria ser seguro e dedicado ao saber.
Organizações estudantis, entidades de ensino e autoridades também se manifestaram, lamentando o ocorrido e ressaltando a necessidade de políticas mais amplas de proteção dentro das universidades e escolas.
Luto e lembranças que persistem
A comunidade acadêmica segue abalada com a perda de Juliana, cuja trajetória de compromisso com a educação e com a segurança pública foi destacada em diversas homenagens realizadas desde o crime. A dor compartilhada nas velas acesas na noite desta terça-feira traduz o sentimento de quem viu na professora não apenas uma profissional, mas uma cuidadora de sonhos e esperanças.
Enquanto a investigação policial continua para esclarecer todos os detalhes do caso, o luto coletivo segue sendo transformado em relatos de carinho e lembranças sinceras. O abraço coletivo daqueles que participaram da homenagem foi, de certa forma, um pedido para que a memória de Juliana inspire não apenas justiça, mas também mais cuidado e respeito por quem faz da educação um caminho de vida. 
Na despedida, ficou evidente que a vida de uma pessoa pode tocar muitas outras de maneira profunda e que, mesmo diante da tragédia, a força de uma comunidade unida pela lembrança e pelo afeto é capaz de transformar dor em um gesto de amor e solidariedade que ecoa além das salas de aula.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













