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Chuvas devastam cidades de MG, deixam 20 mortos e desaparecidos na Zona da Mata

Temporais históricos atingem Juiz de Fora e Ubá, provocam enchentes, soterramentos e forçam decretos de calamidade pública.

A força da água transformou ruas em rios, casas em escombros e sonhos em silêncio. Minas Gerais vive dias de dor após temporais devastadores que já deixaram 20 mortos na Zona da Mata. Famílias inteiras foram surpreendidas pela enxurrada que avançou sem pedir licença, arrastando tudo pelo caminho e deixando para trás um cenário de destruição e incerteza.

Os números ainda estão sendo consolidados, mas o impacto já é imensurável. Em Juiz de Fora, 16 mortes foram confirmadas. Em Ubá, quatro pessoas perderam a vida. Há desaparecidos nas duas cidades, além de centenas de desabrigados. As informações foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Cenário de destruição em Ubá

Ubá enfrentou uma das maiores enchentes dos últimos anos. Segundo a Defesa Civil municipal, o volume de chuva chegou a 170 milímetros em apenas três horas. O Rio Ubá atingiu a marca de 7,82 metros e transbordou, inundando extensas áreas urbanas e provocando alagamentos generalizados.

Desabamentos, enxurradas e enchentes mobilizaram equipes de resgate ao longo de toda a segunda e terça-feira. Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. O decreto, assinado pelo prefeito José Damato Neto, permite acelerar medidas emergenciais e solicitar apoio dos governos estadual e federal.

Um Plano de Contingência foi ativado e uma Sala de Crise passou a funcionar na sede da Guarda Civil Municipal. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Social instalou um ponto de coleta e atendimento no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para acolher famílias que perderam tudo.

Juiz de Fora contabiliza 16 mortes e dezenas de soterramentos

Em Juiz de Fora, o cenário também é crítico. A cidade registrou 20 soterramentos e cerca de 440 pessoas ficaram desabrigadas. Diversos bairros permaneceram isolados, ilhados pela água e pela lama. O município também decretou estado de calamidade pública.

As aulas da rede municipal foram suspensas como medida de segurança. A Polícia Militar de Minas Gerais segue atuando nas buscas por desaparecidos e no suporte às áreas mais afetadas, enquanto equipes trabalham na remoção de escombros e no atendimento às vítimas.

Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar

As autoridades alertam que o número de mortos ainda pode subir, já que as buscas continuam em áreas de difícil acesso. A prioridade, neste momento, é localizar desaparecidos, garantir abrigo aos desabrigados e restabelecer serviços essenciais.

Minas Gerais chora suas perdas enquanto tenta se reerguer. Em meio à lama e aos escombros, o que permanece é a solidariedade de quem ajuda, acolhe e estende a mão. Quando a chuva cessa, fica o silêncio pesado das ruas marcadas pela tragédia e a esperança, frágil, de que a reconstrução devolva não apenas casas, mas também dignidade e paz às famílias atingidas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Itatiaia

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