São Paulo concentra o maior número de ocorrências; Rondônia registra seis casos em Porto Velho.
O Brasil atingiu a marca de 90 casos confirmados de mpox nesta terça-feira (24), segundo dados atualizados pelo Ministerio da Saude e por secretarias estaduais de Saúde. A doença viral, transmitida principalmente por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, segue monitorada pelas autoridades sanitárias em todo o país, com vigilância ativa e investigação de casos suspeitos.
O estado com o maior número de ocorrências é Sao Paulo, com 63 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15 registros. Outras unidades da Federação também têm casos: Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), o Distrito Federal (1), e como destaque no Norte: Rondônia, com confirmações em Porto Velho.
As autoridades de saúde ressaltam que, apesar do crescimento no número de confirmações, não há registro de óbitos neste ano em decorrência da doença, e a maioria dos casos apresenta evolução clínica leve ou moderada. A vigilância epidemiológica segue acompanhando contatos próximos dos casos e reforçando orientações de isolamento para interromper cadeias de transmissão.
Casos confirmados de mpox em Rondônia (2026)
| Local | Casos confirmados | Situação |
| Porto Velho | 6 casos confirmados | Pacientes em isolamento e sob acompanhamento médico* |
| Notificações registradas | 6 | Duas notificações foram descartadas após investigação laboratorial |
Todos os casos confirmados em Rondônia ocorreram em Porto Velho e foram detectados por exames laboratoriais. Entre os pacientes estão cinco homens adultos e uma adolescente de 16 anos, todos em isolamento conforme os protocolos de vigilância.
O que é mpox e principais sintomas
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus da família Poxviridae, relacionado à varíola, mas com quadro clínico geralmente menos grave. A transmissão entre pessoas ocorre principalmente por contato direto com lesões ou secreções, além de contato com roupas ou objetos contaminados.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Fadiga
- Erupções ou lesões na pele, que evoluem para bolhas e crostas
O período de incubação pode variar de 3 a 21 dias após a exposição.
O tratamento é de suporte clínico, focando no alívio dos sintomas, e o isolamento é recomendado até a cicatrização completa das lesões, normalmente entre duas e quatro semanas.
Manter a infrmação atualizada e transparente é essencial para reduzir a circulação do vírus e orientar a população sobre formas de prevenção. O cenário continua sendo monitorado pelas autoridades de saúde, que reforçam a importância de buscar atendimento médico diante de quaisquer sinais ou sintomas suspeitos.
Texto: Daniela Castelo Branco
Divulgação: Reuters













