Levantamento mostra pior índice de aprovação desde julho de 2025 e crescimento da avaliação negativa do governo federal.
Em meio a um cenário político cada vez mais pressionado por crises e debates intensos em Brasília, um novo levantamento indica mudança no humor do eleitorado brasileiro. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial Quaest mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 51%, superando a aprovação, que soma 44%.
Os números revelam um aumento da avaliação negativa em relação ao mês anterior. Na pesquisa realizada em fevereiro, a desaprovação estava em 49%, o que representa um crescimento de dois pontos percentuais no índice.
Maior desaprovação desde 2025
Segundo a série histórica do levantamento, o patamar de 51% é o maior registrado desde setembro de 2025. O dado reforça a percepção de que o governo atravessa um momento mais desafiador em termos de popularidade.
Na outra ponta, o índice de aprovação também apresentou queda. Em março, 44% dos entrevistados afirmaram aprovar a gestão do presidente. É o menor resultado desde julho do ano passado, quando a aprovação havia atingido 43%.
Os números mostram um cenário de divisão na opinião pública e indicam que o governo enfrenta dificuldades para ampliar o apoio popular neste momento.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março, por meio de entrevistas presenciais.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi financiada com recursos próprios do instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05809/2026.
Mais do que números frios, pesquisas como essa funcionam como um termômetro do momento político do país. Elas revelam expectativas, frustrações e esperanças de milhões de brasileiros que acompanham, atentos, os rumos do governo e aguardam respostas concretas para os desafios que marcam o presente.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Reuters













