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Trump questiona presença do Irã na Copa do Mundo de 2026 em meio à guerra

Presidente dos EUA diz que seleção iraniana é bem-vinda no torneio, mas afirma que participação “não é apropriada” por questões de segurança.

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou a respingar até mesmo no esporte mais popular do planeta. Nesta quinta-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar a participação da seleção iraniana na próxima Copa do Mundo e levantou dúvidas sobre a presença do país no torneio.

Em publicação na rede social Truth, Trump afirmou que a equipe do Irã é oficialmente bem-vinda na competição, mas destacou que, diante da atual situação geopolítica, considera a participação inadequada.

“A seleção de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acho que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria vida e segurança deles”, escreveu o presidente.

Guerra coloca participação em dúvida

O debate surge em meio ao conflito iniciado após ataques de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, ofensiva que resultou na morte do então líder supremo do país, Ali Khamenei, e desencadeou uma série de confrontos na região.

A situação gerou incertezas sobre a presença da seleção iraniana na Copa do Mundo FIFA 2026.

O Irã está no Grupo G do Mundial ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As três partidas da fase de grupos estão programadas para ocorrer em território americano, duas em Los Angeles e uma em Seattle.

Mudança de tom

No início de março, Trump havia demonstrado uma postura diferente sobre o tema. Em entrevista ao site Politico, ele afirmou que não se importava com a participação do Irã no torneio.

“Eu realmente não me importo. Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão por um fio”, declarou na ocasião.

Diante da repercussão internacional, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentou amenizar a tensão. Segundo ele, durante uma reunião recente, Trump teria reafirmado apoio à presença da seleção iraniana na competição.

Irã ameaça boicotar o Mundial

Apesar das declarações vindas dos Estados Unidos, autoridades iranianas chegaram a sinalizar que o próprio país pode desistir de disputar o torneio.

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que seria difícil participar da competição após os ataques militares que, segundo ele, resultaram na morte do líder supremo do país.

“Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, declarou o ministro à televisão estatal.

A próxima edição da Copa será histórica. Pela primeira vez, o torneio reunirá 48 seleções e será disputado entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.

Mas, diante de um cenário internacional cada vez mais tenso, cresce a sensação de que a política e a guerra voltam a atravessar o caminho do esporte. E, neste caso, o futebol pode acabar refletindo no campo as mesmas disputas que hoje dominam o cenário global.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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