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Tarcísio vê “oportunidade” em possível classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA

Governador de São Paulo afirma que eventual decisão de Donald Trump pode ampliar cooperação internacional no combate ao crime organizado.

A possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas abriu um novo capítulo no debate sobre segurança pública e cooperação internacional. Nesta quarta-feira (11), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou ver a medida como uma “oportunidade” para intensificar o combate ao crime organizado.

A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que considera facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho ameaças à segurança regional e avalia classificá-las oficialmente como organizações terroristas.

Cooperação internacional no combate ao crime

Durante coletiva após uma agenda oficial, Tarcísio afirmou que a iniciativa poderia abrir espaço para ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança.

Segundo ele, caso a classificação seja formalizada, o combate às facções pode ganhar novas ferramentas e apoio internacional.

“Eu entendo que é uma oportunidade. A partir do momento em que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é de fato o que eles são, fica mais fácil”, declarou o governador.

Tarcísio acrescentou que a medida poderia facilitar o compartilhamento de inteligência, além de permitir acesso a recursos e estratégias internacionais para enfrentar organizações criminosas.

Avaliação ainda não foi oficializada

Até o momento, o governo americano não formalizou a inclusão das facções brasileiras na lista de organizações terroristas.

Em comunicado enviado à CNN Brasil, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o Comando Vermelho, são consideradas ameaças significativas à segurança regional devido ao envolvimento com tráfico de drogas, violência e atividades transnacionais.

O órgão, no entanto, evitou antecipar qualquer decisão formal.

“Não adiantamos possíveis designações terroristas nem deliberações a respeito de designações terroristas”, informou o departamento.

Governo brasileiro acompanha cenário

Nos bastidores, o governo brasileiro acompanha o tema com cautela.

Segundo apuração da CNN Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou sua equipe a tratar o assunto com prudência, priorizando a via diplomática.

A avaliação no Palácio do Planalto é de que o tema ainda está em estágio inicial e não deve ser tratado com base em sinalizações preliminares, muitas vezes classificadas internamente como “balões de ensaio”.

Enquanto o debate avança no campo político e diplomático, especialistas observam que a eventual classificação dessas facções como terroristas poderia ter impactos profundos, tanto na cooperação internacional quanto nas estratégias de combate ao crime organizado que ultrapassa fronteiras e desafia governos em toda a região.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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