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Mulher é agredida, ameaçada e mantida em cárcere pelo companheiro em Porto Velho

Vítima foi espancada, teve o celular destruído e passou horas sob vigilância; suspeito foi preso em flagrante.

O que deveria ser um lar se transformou em cenário de medo e violência. Uma mulher viveu horas de terror ao ser brutalmente agredida e mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro, no bairro Nacional, em Porto Velho, no último domingo (3).

Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que o relacionamento, de cerca de três anos, já era marcado por episódios anteriores de agressão. Desta vez, a violência escalou de forma ainda mais grave após uma discussão por mensagens no celular.

Escalada de violência e perseguição

De acordo com o relato, o homem teria quebrado o aparelho da vítima e iniciado as agressões com empurrões, socos e chutes, chegando a bater a cabeça dela contra a parede.

Em seguida, armado com uma faca, expulsou a mulher de casa. Na tentativa de fugir, ela foi perseguida, derrubada de uma escada e novamente espancada. O agressor ainda a arrastou pelos cabelos de volta para dentro da residência.

Ameaças e cárcere privado

Dentro do imóvel, a violência continuou. O suspeito fez ameaças de morte não apenas contra a companheira, mas também contra a filha do casal, uma criança de apenas 1 ano e 11 meses.

A vítima permaneceu trancada e sob vigilância durante todo o dia, caracterizando cárcere privado. A situação só teve fim à noite, quando familiares chegaram ao local e acionaram a polícia.

Prisão e evidências do crime

O homem foi encontrado dentro da residência e preso em flagrante. No local, os policiais apreenderam facas utilizadas nas ameaças, além do celular destruído da vítima e um tufo de cabelo arrancado durante as agressões.

A mulher apresentava lesões nos braços e recebeu atendimento. O agressor foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça.

Casos como esse expõem uma realidade dolorosa que ainda insiste em se repetir. Por trás das estatísticas, há histórias de medo, silêncio e sobrevivência. Romper esse ciclo exige coragem, apoio e, sobretudo, a certeza de que nenhuma forma de violência deve ser tolerada; dentro ou fora de casa.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/PVH Notícias

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