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Desaparecimento de homem é esclarecido após confissão de suspeito e imagens mostrarem corpo sendo lançado no rio Madeira

Veículo da vítima foi encontrado em processo de desmontagem e câmeras de monitoramento registraram o momento em que criminosos jogam o corpo da ponte da BR-319.

O desaparecimento de Adalberto Pereira Monteiro, de 36 anos, que mobilizou familiares e forças de segurança nos últimos dias, teve um desfecho trágico e chocante. O caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio após a Polícia Militar descobrir que a vítima foi morta e teve o corpo lançado no rio Madeira. Imagens de monitoramento registraram toda a ação e ajudaram a esclarecer o crime.

A revelação ocorreu durante as buscas realizadas para localizar Adalberto. O trabalho policial levou os agentes até uma oficina localizada no bairro Aeroclube, na zona Sul da capital, onde o veículo da vítima foi encontrado já em processo de desmontagem, indicando uma tentativa de eliminar vestígios e dificultar as investigações.

Abordagem levou à descoberta do crime

Segundo informações apuradas pela polícia, durante a abordagem na oficina três homens reagiram à ação policial, o que provocou um confronto. Para conter a resistência, foram efetuados dois disparos de calibre 12. Ninguém ficou ferido.

Após ser dominado, um dos suspeitos, identificado como Wesley A. T., de 18 anos, confessou participação no crime e revelou aos policiais que o corpo de Adalberto havia sido jogado no rio Madeira.

Ainda durante o depoimento, ele indicou o paradeiro de um adolescente apontado como comparsa e relatou que o grupo trabalhava para desmontar o automóvel da vítima e destruir possíveis provas que pudessem ligá-los ao crime.

Câmeras registraram momento em que corpo foi lançado no rio

Com as informações obtidas, os policiais seguiram até a região indicada pelos suspeitos.

Durante as diligências, imagens do sistema de monitoramento da ponte da BR-319 foram analisadas e confirmaram os relatos apresentados pelos envolvidos.

As gravações mostram o momento em que os criminosos retiram o corpo do veículo e o lançam nas águas do rio Madeira, reforçando as evidências já reunidas pela investigação.

Crime teria começado após encontro marcado

De acordo com o relato prestado por Wesley aos policiais, o encontro com a vítima foi combinado por meio de troca de mensagens.

Segundo a versão apresentada pelo suspeito, durante um deslocamento de carro ele teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão”, fazendo com que Adalberto perdesse a consciência.

Após isso, o grupo teria seguido até a ponte da BR-319, onde o corpo foi descartado no rio.

Adolescente confirmou participação

Posteriormente localizado pela polícia, o adolescente apontado como comparsa confirmou participação na ocultação do corpo.

Conforme o depoimento, ele ajudou a retirar a vítima do veículo e participou da ação que resultou no lançamento do corpo nas águas do Madeira.

O adolescente afirmou ainda que Adalberto permaneceu dentro do automóvel por aproximadamente uma hora antes de ser levado até a ponte.

Tentativa de destruir provas também é investigada

As investigações apontaram ainda uma suposta tentativa de ocultar evidências relacionadas ao crime.

Um irmão de Wesley admitiu aos policiais que iniciou a desmontagem do Hyundai Creta pertencente à vítima e queimou as placas de identificação do veículo.

Segundo ele, a decisão foi tomada após ser procurado pelo irmão ainda durante a madrugada.

Durante as buscas realizadas na oficina, os policiais também encontraram uma mulher e uma adolescente escondidas em um dos cômodos do imóvel.

Família procurava por Adalberto desde o desaparecimento

O desaparecimento de Adalberto havia sido comunicado pelos familiares após ele sair de casa por volta das 14 horas sem levar o telefone celular.

As buscas tiveram início após parentes perderem contato com a vítima e passarem a procurar informações sobre seu paradeiro.

A última movimentação conhecida do Hyundai Creta foi registrada na região da Estrada 13 de Setembro, nas proximidades do Kartódromo, na zona Sul de Porto Velho.

Além dos detalhes da investigação, o caso deixa uma marca profunda para familiares e amigos que buscavam respostas desde o desaparecimento de Adalberto. O esclarecimento do crime traz elementos importantes para a responsabilização dos envolvidos, mas não diminui a dor de uma perda que agora transforma a espera angustiante por notícias em um luto difícil de ser enfrentado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rondoniagora

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