Candidato do União Progressista amplia presença em importantes colégios eleitorais e passa a ser alvo de críticas nas redes sociais dos adversários.
A disputa pelo Governo de Rondônia começa a ganhar contornos mais intensos à medida que os candidatos ampliam suas agendas pelo interior e tentam consolidar alianças nos principais colégios eleitorais. Nesse cenário, o avanço da candidatura do ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista) passou a chamar atenção dos adversários e também provocou uma reação mais forte nas redes sociais ligadas aos grupos que disputam o mesmo eleitorado.
Páginas com grande alcance nas redes passaram a publicar conteúdos críticos à candidatura de Hildon, especialmente em relação às alianças construídas pelo ex-prefeito. Uma das linhas de ataque questiona a aproximação do candidato com políticos tradicionais e tenta associá-lo ao que os adversários classificam como a velha política.
A movimentação, porém, ocorre em uma eleição na qual praticamente todos os principais candidatos carregam alianças e trajetórias políticas construídas ao longo dos anos. A própria formação dos grupos que disputam o Palácio Rio Madeira reúne nomes experientes e diferentes correntes partidárias.
Disputa por espaço político
Entre os adversários de Hildon está o senador Marcos Rogério (PL), que acumula 16 anos de atuação no Congresso Nacional, entre mandato de deputado federal e dois períodos no Senado.
Ao longo da trajetória política, Marcos Rogério passou por diferentes posicionamentos e partidos. Antes de se consolidar como um dos principais nomes do campo conservador em Rondônia, foi eleito deputado federal pelo PDT e teve atuação em pautas associadas ao campo progressista durante os primeiros anos de sua carreira em Brasília.
Posteriormente, aproximou-se do bolsonarismo e passou a integrar o PL, partido pelo qual atualmente disputa novamente o Governo de Rondônia. A campanha do senador tem como principais bandeiras temas ligados à direita, como família, pátria e liberdade.
Fúria também aposta em alianças
Outro nome que disputa espaço com Hildon é o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), que conta com o apoio do governador Marcos Rocha (PSD).
Antes de se consolidar como candidato ao Governo, Fúria esteve politicamente alinhado a grupos tradicionais da política rondoniense. Entre os movimentos de sua trajetória está a aproximação com Expedito Júnior, político com mais de três décadas de atuação no Estado, em uma composição voltada à sucessão estadual.
Atualmente, Fúria procura construir uma identidade própria na campanha e se apresentar como alternativa ao atual grupo que comanda o Executivo estadual. A relação com Marcos Rocha também passou por mudanças no discurso político, com a tentativa do candidato de reforçar sua autonomia em relação ao governador.
Hildon amplia presença pelo interior
Enquanto os adversários intensificam as críticas, a campanha de Hildon Chaves aposta na expansão territorial para fortalecer a candidatura.
O ex-prefeito de Porto Velho vem ampliando a presença em regiões estratégicas de Rondônia, com atenção especial para Porto Velho, Ji-Paraná e Ariquemes, cidades que concentram importantes contingentes eleitorais e possuem influência sobre municípios das respectivas regiões.
A agenda desta semana inclui compromissos nessas áreas e também em Vilhena, no Cone Sul, onde o candidato pretende reforçar alianças e ampliar sua presença junto às lideranças locais.
A estratégia é ocupar espaços fora da capital e transformar apoios políticos regionais em presença efetiva nas ruas, especialmente em municípios considerados decisivos para a formação de uma candidatura competitiva.
Redes sociais viram novo campo de batalha
A intensificação dos ataques nas redes sociais mostra também como a campanha de 2026 começa a ser disputada para além dos palanques e das agendas presenciais.
Com o crescimento da presença digital dos candidatos, páginas de grande alcance passaram a exercer papel importante na formação da percepção do eleitor. Críticas, comparações e questionamentos sobre alianças são utilizados pelos grupos políticos como instrumentos para desgastar adversários e reforçar suas próprias narrativas.
Nesse ambiente, cada avanço de um candidato pode provocar uma reação imediata dos demais. E é justamente esse movimento que começa a aparecer na disputa pelo Governo de Rondônia.
A eleição ainda está em construção, mas a movimentação recente revela uma mudança no clima da disputa. À medida que Hildon amplia sua presença em diferentes regiões do Estado, seus adversários também elevam o tom das críticas. Em uma corrida marcada por alianças, antigos grupos políticos e novas tentativas de reposicionamento, o eleitor rondoniense começa a assistir não apenas à formação das chapas, mas à disputa antecipada pelo espaço que cada candidato pretende ocupar até o dia da votação.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondônia Digital












