Home / Politica / Perito forense aponta uso de IA em áudio atribuído a Bruno Scheid

Perito forense aponta uso de IA em áudio atribuído a Bruno Scheid

Willard Ribeiro analisou a gravação que circulou nas redes sociais e identificou elementos que, segundo sua avaliação técnica, indicam clonagem da voz do candidato ao Senado.

A poucos dias do primeiro turno das eleições, um áudio atribuído ao candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) ganhou força nas redes sociais e abriu uma nova frente de investigação sobre o uso de inteligência artificial na disputa eleitoral. O material, que contém declarações ofensivas atribuídas ao candidato, foi negado por Scheid desde os primeiros momentos de sua circulação.

O caso ganhou novos contornos após a análise apresentada pelo perito forense Willard Ribeiro. Segundo Ribeiro, a gravação apresenta características compatíveis com o uso de inteligência artificial para reproduzir a voz do candidato e inserir declarações que, de acordo com Scheid, jamais foram pronunciadas por ele.

A análise, porém, ocorre enquanto a autenticidade do material ainda é objeto de apuração pela Justiça Eleitoral. Em decisão publicada nesta quinta-feira (1º), o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia determinou que os responsáveis pela divulgação apresentem o arquivo original ou a melhor versão disponível, além de metadados e informações sobre a origem e eventuais edições, cortes, conversões ou tratamentos realizados na gravação.

Perícia aponta possíveis sinais de clonagem de voz

No vídeo apresentado pelo perito, Ribeiro explica como ferramentas de inteligência artificial podem reproduzir características específicas da voz humana e gerar frases que não foram efetivamente pronunciadas pela pessoa utilizada como referência.

Segundo a análise divulgada, o áudio atribuído a Scheid apresentaria elementos que levantam a possibilidade de uma reprodução artificial da voz. O trabalho do perito passa a integrar o conjunto de informações que deverão ser confrontadas com os arquivos originais e demais elementos técnicos durante a apuração.

A defesa de Scheid também apresentou à Justiça Eleitoral resultados de ferramentas automatizadas de detecção de voz sintética. Os próprios advogados, contudo, registraram que esses testes são indícios e não substituem uma perícia técnica conclusiva.

Justiça Eleitoral determina preservação das provas

O episódio já chegou ao TRE-RO. A defesa de Bruno Scheid pediu providências para identificar a origem do conteúdo e os responsáveis por sua produção e disseminação.

O juiz auxiliar Rinaldo Forti determinou a preservação dos arquivos e registros relacionados ao áudio e estabeleceu prazo para que os responsáveis pela divulgação apresentem informações capazes de esclarecer a procedência do material.

A decisão também deixou claro que, neste momento, a Justiça Eleitoral não reconheceu oficialmente nem a autenticidade nem a falsidade da gravação. A análise sobre eventual retirada do conteúdo deverá considerar as novas provas apresentadas no processo.

Sílvia Cristina também pede investigação

A candidata ao Senado Sílvia Cristina, que aparece como alvo das declarações atribuídas a Scheid, procurou a Polícia Federal para pedir a apuração do caso. Segundo ela, o objetivo é esclarecer a origem da gravação e identificar os responsáveis.

Sílvia afirmou que não foi à Polícia Federal para acusar Bruno Scheid e disse que a investigação deve esclarecer se houve ou não utilização de inteligência artificial. A candidata também declarou que considera necessário responsabilizar os autores caso seja comprovada a prática criminosa.

O episódio, portanto, envolve duas questões que precisam ser analisadas separadamente: a natureza das declarações contidas no áudio e a autenticidade da voz atribuída ao candidato.

Quem produziu o áudio?

É justamente nessa etapa que a investigação ganha importância. Caso a análise técnica confirme que a voz foi artificialmente manipulada, será necessário descobrir quem produziu o material, de onde partiu o arquivo e como ele chegou às redes sociais e aplicativos de mensagens.

Bruno Scheid afirmou que pretende responsabilizar judicialmente os envolvidos e sua defesa já acionou a Justiça Eleitoral. A origem do conteúdo, entretanto, ainda depende da coleta e análise das provas.

Em uma eleição marcada pela velocidade de circulação de informações digitais, o episódio mostra como a inteligência artificial acrescentou um novo desafio à disputa eleitoral. Uma voz pode parecer familiar, uma gravação pode ganhar aparência de vazamento e, ainda assim, a autenticidade precisar ser comprovada por elementos técnicos.

Assista ao vídeo e confira a análise apresentada pelo perito forense Willard Ribeiro sobre o áudio atribuído a Bruno Scheid.

Perito forense aponta uso de IA em áudio atribuído a Bruno Scheid

Willard Ribeiro analisou a gravação que circulou nas redes sociais e identificou elementos que, segundo sua avaliação técnica, indicam clonagem da voz do candidato ao Senado

A poucos dias do primeiro turno das eleições, um áudio atribuído ao candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) ganhou força nas redes sociais e abriu uma nova frente de investigação sobre o uso de inteligência artificial na disputa eleitoral. O material, que contém declarações ofensivas atribuídas ao candidato, foi negado por Scheid desde os primeiros momentos de sua circulação.

O caso ganhou novos contornos após a análise apresentada pelo perito forense Willard Ribeiro. Segundo Ribeiro, a gravação apresenta características compatíveis com o uso de inteligência artificial para reproduzir a voz do candidato e inserir declarações que, de acordo com Scheid, jamais foram pronunciadas por ele.

A análise, porém, ocorre enquanto a autenticidade do material ainda é objeto de apuração pela Justiça Eleitoral. Em decisão publicada nesta quinta-feira (1º), o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia determinou que os responsáveis pela divulgação apresentem o arquivo original ou a melhor versão disponível, além de metadados e informações sobre a origem e eventuais edições, cortes, conversões ou tratamentos realizados na gravação.

Perícia aponta possíveis sinais de clonagem de voz

No vídeo apresentado pelo perito, Ribeiro explica como ferramentas de inteligência artificial podem reproduzir características específicas da voz humana e gerar frases que não foram efetivamente pronunciadas pela pessoa utilizada como referência.

Segundo a análise divulgada, o áudio atribuído a Scheid apresentaria elementos que levantam a possibilidade de uma reprodução artificial da voz. O trabalho do perito passa a integrar o conjunto de informações que deverão ser confrontadas com os arquivos originais e demais elementos técnicos durante a apuração.

A defesa de Scheid também apresentou à Justiça Eleitoral resultados de ferramentas automatizadas de detecção de voz sintética. Os próprios advogados, contudo, registraram que esses testes são indícios e não substituem uma perícia técnica conclusiva.

Justiça Eleitoral determina preservação das provas

O episódio já chegou ao TRE-RO. A defesa de Bruno Scheid pediu providências para identificar a origem do conteúdo e os responsáveis por sua produção e disseminação.

O juiz auxiliar Rinaldo Forti determinou a preservação dos arquivos e registros relacionados ao áudio e estabeleceu prazo para que os responsáveis pela divulgação apresentem informações capazes de esclarecer a procedência do material.

A decisão também deixou claro que, neste momento, a Justiça Eleitoral não reconheceu oficialmente nem a autenticidade nem a falsidade da gravação. A análise sobre eventual retirada do conteúdo deverá considerar as novas provas apresentadas no processo.

Sílvia Cristina também pede investigação

A candidata ao Senado Sílvia Cristina, que aparece como alvo das declarações atribuídas a Scheid, procurou a Polícia Federal para pedir a apuração do caso. Segundo ela, o objetivo é esclarecer a origem da gravação e identificar os responsáveis.

Sílvia afirmou que não foi à Polícia Federal para acusar Bruno Scheid e disse que a investigação deve esclarecer se houve ou não utilização de inteligência artificial. A candidata também declarou que considera necessário responsabilizar os autores caso seja comprovada a prática criminosa.

O episódio, portanto, envolve duas questões que precisam ser analisadas separadamente: a natureza das declarações contidas no áudio e a autenticidade da voz atribuída ao candidato.

Quem produziu o áudio?

É justamente nessa etapa que a investigação ganha importância. Caso a análise técnica confirme que a voz foi artificialmente manipulada, será necessário descobrir quem produziu o material, de onde partiu o arquivo e como ele chegou às redes sociais e aplicativos de mensagens.

Bruno Scheid afirmou que pretende responsabilizar judicialmente os envolvidos e sua defesa já acionou a Justiça Eleitoral. A origem do conteúdo, entretanto, ainda depende da coleta e análise das provas.

Em uma eleição marcada pela velocidade de circulação de informações digitais, o episódio mostra como a inteligência artificial acrescentou um novo desafio à disputa eleitoral. Uma voz pode parecer familiar, uma gravação pode ganhar aparência de vazamento e, ainda assim, a autenticidade precisar ser comprovada por elementos técnicos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *