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“Vamos dialogar com todos pelo Brasil”, diz Hugo Motta em meio à crise com o governo

Presidente da Câmara tenta distensionar relação com o Planalto após embate sobre o IOF e se prepara para reuniões com Lula e Haddad

Em meio à tensão crescente entre o Executivo e o Legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou à CNN que está aberto ao diálogo com o governo federal. “Iremos sempre dialogar com todos em favor do Brasil”, declarou o parlamentar, que deve se reunir na próxima semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração vem após Haddad criticar publicamente a derrubada, pelo Congresso, do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que havia sido acordado com o governo. O ministro afirmou não ter recebido qualquer explicação formal de Motta sobre o episódio, que acabou judicializado pelo Palácio do Planalto.

A medida abriu um racha visível entre os Poderes. Ainda assim, lideranças tentam construir pontes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa da legitimidade do governo ao acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e se reuniu com o número dois da Fazenda, Dario Durigan, para discutir os rumos da pauta econômica. Já a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), saíram em defesa de Hugo Motta após o deputado virar alvo de críticas nas redes sociais.

Desde o início da semana, militantes petistas têm impulsionado publicações contra Motta, levando o nome do parlamentar ao sexto lugar nos assuntos mais comentados do X (antigo Twitter) nesta quarta-feira (2). Apesar disso, segundo aliados, o presidente da Câmara tem minimizado o episódio e avaliado as críticas como parte do processo democrático.

Nos bastidores, o Planalto percebeu um crescimento da mobilização digital em torno de pautas ligadas ao governo. A leitura é de que o embate com o Congresso tem servido como combustível para reativar a base militante e tentar reverter o cenário de desgaste na popularidade de Lula.

A expectativa agora é por uma agenda mais conciliadora na próxima semana, quando Hugo Motta e Davi Alcolumbre devem ser recebidos pelo presidente Lula, numa tentativa de desatar os nós que têm travado o avanço da pauta governista no Congresso.

Texto: Daniela Castelo Branco Wanistin

Foto: Divulgação

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