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Aliados dizem que Tarcísio articula anistia por lealdade a Bolsonaro

Movimento do governador de São Paulo ganha força em Brasília e já mobiliza partidos do Centrão.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu o protagonismo nas negociações sobre o projeto de lei da anistia, visto por aliados como uma demonstração clara de lealdade a Jair Bolsonaro (PL). A articulação busca beneficiar pessoas acusadas de envolvimento nos atos de 8 de janeiro, considerados antidemocráticos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A análise foi feita por Jussara Soares no programa CNN Arena.

Jantar em Brasília e início das conversas

A estratégia começou a ganhar corpo em 19 de agosto, durante um jantar em Brasília que celebrou a federação entre PP e União Brasil. Na ocasião, Tarcísio discutiu diretamente com lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira (PP), Antônio de Rueda (União) e Valdemar Costa Neto (PL), os primeiros detalhes do texto que deve chegar ao Congresso.

Ampliação das articulações

Depois do jantar, o governador paulista ampliou a rede de apoio e trouxe para as negociações Marcos Pereira (Republicanos), figura central do partido. O texto em construção busca contemplar desde acusados de planejar os ataques até aqueles que participaram da depredação nas sedes dos Três Poderes.

Ponte com diferentes partidos

As movimentações também passaram pelo diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelo compromisso de Tarcísio em buscar o apoio do Podemos, partido que integra sua base política em São Paulo. O movimento demonstra sua capacidade de articulação em várias frentes, colocando-o cada vez mais como peça-chave no tabuleiro político nacional.

A ofensiva de Tarcísio, vista por aliados como um gesto de fidelidade a Bolsonaro, pode ter efeitos que vão além da anistia. Ao se posicionar como defensor de uma pauta sensível para a base bolsonarista, ele se credencia como um possível herdeiro político do ex-presidente, abrindo espaço para reflexões sobre o futuro da direita em 2026.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Metrópoles

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