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PEC da Blindagem: líder do PSB vai ao STF pedir anulação da votação

Deputado Pedro Campos reconhece manobra e afirma que campo progressista “não escolheu o melhor caminho” ao aprovar projeto que amplia proteções a parlamentares.

O deputado federal Pedro Campos, líder do PSB na Câmara, falou com transparência e sinceridade nesta quinta-feira (18) sobre sua participação na aprovação da PEC da Blindagem, medida que aumenta as proteções legais de deputados e senadores. Com tom de frustração e preocupação, ele anunciou que entrará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da votação, após reconhecer que o caminho escolhido pelo campo progressista não refletiu plenamente os interesses da população.

Campos afirmou que votou a favor da PEC na tentativa de impedir a aprovação do PL 2162/23, que prevê anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, e que poderia fragilizar ainda mais a democracia.

Divisão no campo progressista

O parlamentar explicou que o grupo progressista enfrentou um dilema: rejeitar totalmente a PEC e arriscar a anistia ou tentar modificar o texto, retirando os pontos mais controversos e mantendo a possibilidade de barrar a anistia. “Discutir o texto da PEC, tentar tirar os maiores absurdos e buscar um caminho para barrar a anistia e fazer avançar pautas populares como a tarifa social e o imposto de renda” foi a estratégia adotada, disse Campos.

A PEC, aprovada com 353 votos favoráveis e 134 contrários em primeiro turno e 344 a favor e 133 contra em segundo, trouxe de volta o voto secreto: uma manobra que Pedro Campos classificou como um dos maiores problemas do processo. Logo após a aprovação, o presidente da Câmara, Hugo Motta, iniciou a votação do PL da anistia, que também foi aprovado.

Pedido de anulação e compromisso com a população

Em nota, Campos explicou: “A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com a manobra para voltar o voto secreto. Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho e saímos derrotados na votação da PEC e na votação da anistia.”

O deputado reafirmou seu compromisso com o povo brasileiro e destacou que o mandado de segurança no STF busca corrigir a manobra que comprometeu o processo legislativo. Ele encerrou sua declaração reforçando que todas as críticas recebidas são legítimas e fazem parte de sua responsabilidade como parlamentar.

A história recente da PEC da Blindagem é um lembrete de que, na política, nem sempre há caminhos fáceis ou decisões perfeitas. Mas é justamente na transparência, na reflexão sobre os erros e no compromisso com a sociedade que se encontra a força para seguir, lutar pelo que é justo e reconquistar a confiança do povo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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