Ministro da Fazenda destaca maturidade do Congresso para aprovar projeto e aponta oportunidades para aliviar juros no país.
A promessa de aliviar o bolso dos trabalhadores brasileiros caminha para se tornar realidade. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar, até outubro, o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Para Haddad, o tema está amadurecido no Congresso, mas ainda há discussões sobre como será feita a compensação fiscal.
Projeto de lei e tramitação no Congresso
O PL aguarda votação no plenário da Câmara e busca ampliar o número de brasileiros beneficiados. O relatório final do deputado Arthur Lira (PP-AL), apresentado em julho, manteve a taxação de altas rendas em até 10% e ampliou a isenção parcial para quem recebe até R$ 7.350 mensais. A proposta original do governo previa isenção parcial para rendimentos de até R$ 7 mil e taxação progressiva para os super-ricos, chegando a 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano.
Entre as medidas de compensação incluídas no relatório estão regras para dividendos enviados ao exterior, com exceções para fundos soberanos, governos estrangeiros com reciprocidade e entidades previdenciárias. Além disso, lucros e dividendos distribuídos até 31 de dezembro de 2025 não sofrerão incidência de IR.
Espaço para redução da Selic
Durante a entrevista, Haddad também comentou sobre a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, e avaliou que há espaço para redução. O ministro defendeu que a Selic não deveria estar em patamar tão elevado e destacou que o Banco Central possui instrumentos para buscar um resultado consistente para a economia brasileira.
A possível aprovação da isenção do IR e a perspectiva de juros menores representam um alívio concreto para milhões de brasileiros, impactando diretamente na renda e no consumo. São sinais de políticas econômicas voltadas para a população e para o estímulo do crescimento, lembrando que cada decisão no Congresso e no Banco Central reflete diretamente na vida cotidiana de todos nós.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Diogo Zacarias/MF













