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Morre Paulo Soares, o “Amigão”, aos 63 anos


Jornalismo esportivo chora a perda de um narrador e apresentador que marcou gerações com irreverência, carisma e a icônica parceria com Antero Greco.

O rádio e a televisão perdem hoje uma de suas vozes mais queridas. Paulo Soares, o “Amigão”, faleceu nesta segunda-feira (29), aos 63 anos, em São Paulo. Quem acompanhou suas transmissões se lembra imediatamente do tom caloroso, das piadas rápidas, das histórias contadas com paixão e da parceria única com Antero Greco, com quem dividiu por mais de 20 anos a bancada do Sportscenter, na ESPN. O velório acontecerá das 13h às 17h na capital paulista, e mesmo sem saber a causa da morte, colegas e fãs sentem como se o esporte tivesse perdido parte de sua alma.

Paixão que começou cedo

Paulo iniciou sua carreira aos 15 anos na rádio Ararense, em Araras, e logo conquistou o apelido de “Amigão da Galera” durante seu trabalho na Rádio Record, em São Paulo. Passou por SBT, Record, Cultura e Gazeta, sempre com a mesma energia contagiante. Em 1994, chegou à TVA Esportes, que se tornaria ESPN Brasil, e desde então se tornou presença constante em Copas do Mundo, Olimpíadas e nos maiores eventos esportivos do país. Cada transmissão carregava sua marca: humor, clareza e entusiasmo.

Uma dupla inesquecível

A parceria com Antero Greco marcou a história do jornalismo esportivo. Juntos, transformaram o Sportscenter em referência de informação e entretenimento, conquistando fãs de todas as idades com irreverência e profissionalismo. Em 2024, Paulo acompanhou de perto os últimos dias de Antero, vítima de um câncer no cérebro. Hoje, a perda de Paulo fecha um ciclo de amizade e talento que ficou gravado na memória de quem acompanhou cada transmissão.

Homenagens que refletem um legado

Colegas e amigos lembraram de Paulo com emoção e carinho. André Rizek afirmou: “Um cara super gentil, generoso, um puta apresentador e ótimo narrador. Que merda. Que perda.” Bruno Vicari escreveu: “Nossa dupla sorri junta novamente. Fique em paz, Amigão!” Para muitos, ele não foi apenas um narrador: foi um amigo, um mentor e alguém que tornou o jornalismo esportivo mais humano e próximo da audiência.

O “Amigão” permanece vivo

Paulo Soares deixa um legado que vai além do microfone e da televisão. Ele ensinou que jornalismo pode ser profissional e divertido, informativo e caloroso, técnico e humano ao mesmo tempo. A memória do “Amigão” continuará viva em cada transmissão que emocionou, cada risada compartilhada e cada história do esporte contada com paixão. Hoje, o público e os colegas choram sua partida, mas celebram a vida de quem transformou o jornalismo esportivo e deixou uma marca eterna no coração de todos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/ESPN Brasil

Reportagem: CNN Esportes

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