Medida aprovada na Câmara ainda depende do Senado e gera expectativa de ganho real para milhões de brasileiros.
Para milhões de brasileiros, a aprovação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda representa um respiro no orçamento. Um trabalhador que recebe R$ 5 mil por mês pode ter um ganho adicional de R$ 312,89 por mês, o equivalente a mais de R$ 4 mil ao ano, caso a proposta seja aprovada também pelo Senado.
Como funciona a mudança no IR
De acordo com cálculos do Sindifisco Nacional, a medida não altera a tabela progressiva, mas cria uma dedução automática. Para quem recebe até R$ 5 mil, o imposto devido será zerado. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, aplica-se uma fórmula que reduz gradualmente o valor a pagar, garantindo economia progressiva até o limite da faixa.
- R$ 5.000: isenção total, ganho de R$ 312,89/mês (mais de R$ 4.067/ano)
- R$ 6.000: economia de R$ 181,75/mês (cerca de R$ 2.300/ano)
- R$ 7.000: redução de cerca de R$ 50/mês (R$ 650/ano)
- Acima de R$ 7.350: sem mudança, imposto permanece igual
O sindicato alerta que, como a tabela não será corrigida pela inflação, trabalhadores com renda acima de R$ 7.350 não terão qualquer ganho, reforçando a necessidade de criação de uma regra permanente de atualização da tabela do IR.
Projeção e impactos futuros
O projeto aprovado pela Câmara também determina que o governo encaminhe ao Congresso, em até um ano, uma proposta de atualização anual da tabela, evitando novas distorções. Além disso, garante repasses trimestrais a estados e municípios caso a arrecadação dos Fundos de Participação sofra impacto com a ampliação da isenção.
Um alívio esperado
Com a isenção do IR, milhões de brasileiros poderão sentir diretamente no bolso o efeito da mudança, transformando a política fiscal em uma medida de impacto real no dia a dia. É um passo importante para reduzir a desigualdade tributária e oferecer um alívio concreto a famílias e trabalhadores, reforçando a importância de políticas que coloquem as pessoas no centro das decisões econômicas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Senado Federal













