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Com Boulos na Esplanada, Lula amplia espaço do PSOL e redefine forças entre partidos

Nomeação do deputado para a Secretaria-Geral da Presidência marca 13ª mudança ministerial do governo e reforça aproximação com a esquerda aliada.

A nomeação de Guilherme Boulos (PSOL) para a Secretaria-Geral da Presidência da República redesenhou o mapa partidário do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a 13ª troca ministerial desde o início do mandato, o presidente reorganiza a distribuição de poder entre partidos aliados, mantendo o PT como a sigla com maior presença na Esplanada, mas abrindo espaço para o PSOL ocupar uma posição inédita no primeiro escalão.

Boulos assume o posto deixado por Márcio Macêdo (PT), que deixa o ministério para se preparar para disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados por Sergipe, nas eleições de 2026. A mudança representa um gesto político de Lula ao PSOL, partido que tem sido um dos principais apoiadores do governo no Congresso, apesar de não integrar formalmente a base governista.

Com a chegada do deputado, o PSOL passa a contar com dois ministros: Boulos e Sônia Guajajara, titular dos Povos Indígenas, ampliando sua presença no governo e consolidando um movimento de aproximação entre o Planalto e a esquerda mais ideológica.

Como fica a nova composição ministerial

O PT segue como o partido mais forte da Esplanada, com 11 ministérios, incluindo pastas estratégicas como Fazenda, Educação, Saúde, Casa Civil e Desenvolvimento Social.
Na sequência, vêm o MDB, com três ministérios; o PSD, também com três; e o PSB, com dois. Outros partidos com representação no governo são PDT, PCdoB, PP, Rede, Republicanos e União Brasil.

Além dos nomes partidários, há ainda nove ministros sem filiação, entre eles Ricardo Lewandowski (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa) e Margareth Menezes (Cultura).

Um gesto político e estratégico

Ao indicar Boulos, Lula envia um recado duplo: fortalece os laços com a esquerda, num momento em que o governo busca reforçar a comunicação direta com a população, e tenta conter críticas internas de setores progressistas que cobravam maior presença de vozes sociais no Planalto.

A missão de Boulos será “colocar o governo na rua”, nas palavras do próprio deputado, aproximando o Planalto das comunidades e movimentos populares. A expectativa é que ele atue na mobilização social e no diálogo com os estados, reforçando a imagem de um governo que busca reaproximação com a base popular.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Estadão Conteúdo

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