Presidente do Senado indica que projeto deve ir ao plenário logo após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (30) que pretende colocar em votação já na próxima semana o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas. Segundo ele, o texto poderá ser analisado em plenário na terça (4) ou na quarta-feira (5), caso seja aprovado antes pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Isenção pronta para avançar
“Se votar [na comissão], eu voto na mesma hora”, disse Alcolumbre a jornalistas no Senado, sinalizando pressa para concluir uma das pautas econômicas mais aguardadas do ano. O senador também afirmou que deve conversar ainda nesta quinta com o relator da proposta, Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a CAE, para alinhar os próximos passos.
A última audiência pública sobre o projeto ocorreu na semana passada, e Renan deve apresentar seu parecer nos próximos dias. A expectativa é de que a matéria avance rapidamente, em sintonia com o interesse do Palácio do Planalto.
Promessa de campanha de Lula
O aumento da faixa de isenção é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é tratado como prioridade pelo governo. O texto aprovado pela Câmara, sob relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL), estabelece isenção total para quem ganha até R$ 5 mil mensais e isenção parcial para rendas de até R$ 7.350.
Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê aumento da tributação sobre quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil mensais. A proposta busca, segundo o governo, corrigir distorções e tornar o sistema mais justo, beneficiando a classe média e os trabalhadores com rendas mais baixas.
Um gesto político e econômico
A sinalização de Alcolumbre de levar o tema rapidamente ao plenário reflete um alinhamento entre Senado e governo em torno de uma pauta popular em ano de recuperação econômica. A aprovação da isenção ampliada pode representar um alívio direto no bolso de milhões de brasileiros e consolidar um gesto político importante para Lula, especialmente em meio a um cenário de alta pressão sobre o custo de vida.
Mais do que uma medida tributária, o avanço do projeto carrega também um simbolismo: a tentativa de devolver ao contribuinte parte do poder de compra perdido nos últimos anos, em um momento em que o país tenta equilibrar justiça social e responsabilidade fiscal.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados













