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Operação interdita 49 postos ligados ao PCC no Piauí, Maranhão e Tocantins

Ação investiga lavagem de dinheiro de R$ 5 bilhões no setor de combustíveis e revela avanço da facção no Norte e Nordeste.

A ofensiva policial desta quarta-feira (5) atingiu em cheio o esquema financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma ação coordenada pela Polícia Civil do Piauí (PCPI) e pelo Ministério Público do Estado (MPPI), 49 postos de combustíveis foram interditados nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins. A operação, batizada de Carbono Oculto 86, investiga o uso desses estabelecimentos para lavagem de dinheiro da facção criminosa.

Cidades atingidas pela operação

De acordo com a investigação, os postos interditados estão distribuídos por 11 cidades do Piauí, quatro no Maranhão e uma no Tocantins. No Piauí, as ações ocorreram em Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira. Já no Maranhão, os alvos foram Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras. No Tocantins, São Miguel do Tocantins teve estabelecimentos interditados.

Além dos bloqueios, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados: Piauí, Maranhão, Tocantins e São Paulo, sendo a capital paulista o foco principal da investigação.

Esquema bilionário

As autoridades estimam que o PCC movimentou R$ 5 bilhões por meio desses 49 postos. Apenas as movimentações de crédito de empresas sediadas no Piauí somam R$ 300 milhões rastreados. A operação busca desarticular não apenas o braço financeiro da facção, mas também as conexões que permitem que o crime organizado se infiltre em setores formais da economia.

Por trás dos números, a Carbono Oculto 86 expõe um alerta crescente: o avanço silencioso do poder econômico das facções para além das fronteiras de presídios e comunidades. Um lembrete de que o combate ao crime organizado no Brasil precisa ir muito além das armas; alcançando o coração do dinheiro que o sustenta.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN

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