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Senado aprova ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil

Mudança deve beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros e gerar economia anual de mais de R$ 4 mil para quem ganha esse valor.

O Senado Federal aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A proposta, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representa uma das maiores atualizações na tabela do IR nos últimos anos e deve aliviar o bolso de milhões de brasileiros a partir de 2026.

Como é hoje e o que muda

Atualmente, estão isentos do pagamento de IR os contribuintes com renda mensal de até R$ 3.036. Quem ganha entre R$ 3.036 e R$ 3.533 paga alíquota de 7,5%; entre R$ 3.533 e R$ 4.688, a taxa é de 15%; já os rendimentos de R$ 4.688 a R$ 5.830 são tributados em 22,5%.

Com a nova tabela, quem recebe até R$ 5 mil deixará de pagar imposto, o que, segundo estimativas do governo, garantirá uma economia anual de R$ 4.356,89 para o contribuinte dessa faixa salarial.

Descontos e ampliação da faixa parcial

A medida também prevê ajustes para rendas mais altas. Embora o limite de isenção total seja de R$ 5 mil, haverá uma isenção parcial para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Essa ampliação foi incluída pelo relator da proposta, o deputado Arthur Lira (PP-AL), após cálculos indicarem que a tributação sobre altas rendas geraria um excedente capaz de manter a neutralidade fiscal do projeto.

Segundo o relator, cerca de 16 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados com as mudanças, que buscam corrigir distorções na tabela do Imposto de Renda acumuladas ao longo dos últimos anos.

Impacto para o trabalhador

Na prática, a atualização significa mais dinheiro no bolso e maior poder de compra para milhões de famílias. O reajuste da tabela; uma promessa de campanha do presidente Lula, também tem como objetivo aliviar o peso tributário sobre a classe média e de baixa renda, que vinha sendo penalizada pela defasagem do imposto.

A sanção presidencial deve ocorrer nos próximos dias. Se confirmada, a nova tabela entrará em vigor gradualmente, com impacto total previsto para 2026: um passo importante rumo a uma política fiscal mais justa e alinhada à realidade econômica do país.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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