Projeto aprovado pelo Congresso aguarda sanção de Lula e promete beneficiar milhões de trabalhadores brasileiros.
A partir de 1º de janeiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês ficarão isentos do Imposto de Renda (IR). A medida, aprovada por unanimidade no Senado na última quarta-feira (5), aguarda apenas a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar lei.
Promessa de campanha e prioridade do governo
A ampliação da faixa de isenção foi uma das principais promessas de campanha de Lula e considerada prioridade pela equipe econômica. O projeto passou pela Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado sem grandes resistências.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não há nenhuma objeção por parte da pasta à proposta. Já a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o presidente deve sancionar a nova lei logo após retornar da COP30, na próxima semana.
Descontos parciais até R$ 7.350
Embora a isenção total alcance quem ganha até R$ 5 mil, a proposta também prevê reduções parciais para rendas de até R$ 7.350, conforme ajustes feitos pelo relator na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL). Segundo ele, a ampliação foi possível porque a tributação sobre altas rendas criará um excedente de arrecadação, garantindo a neutralidade fiscal do projeto.
Como fica o bolso do trabalhador
Veja abaixo uma simulação com base na nova tabela proposta pelo governo federal:
| Faixa salarial (mensal) | Situação atual (2024) | Com nova regra (2026) | Economia mensal estimada |
| Até R$ 2.824 | Isento | Isento | — |
| R$ 3.000 | Paga cerca de R$ 30 | Isento | R$ 30 |
| R$ 4.000 | Paga cerca de R$ 160 | Isento | R$ 160 |
| R$ 5.000 | Paga cerca de R$ 345 | Isento | R$ 345 |
| R$ 6.000 | Paga cerca de R$ 600 | Redução parcial (≈R$ 250) | R$ 350 |
| R$ 7.000 | Paga cerca de R$ 830 | Redução parcial (≈R$ 500) | R$ 330 |
A estimativa considera descontos médios de acordo com a tabela atual e o impacto projetado da nova política fiscal.
Um respiro para milhões de brasileiros
A ampliação da faixa de isenção é vista como uma vitória para os trabalhadores e um passo importante para reduzir desigualdades. Para o governo, é também uma forma de estimular o consumo e aquecer a economia no próximo ano.
Mais do que números, a medida representa alívio e esperança, especialmente para quem vive apertado entre contas e boletos. A nova faixa de isenção, quando entrar em vigor, promete colocar mais dignidade no orçamento e mais fôlego no dia a dia de milhões de famílias brasileiras.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Brasil













